A obesidade, a inflamação e a resistência à insulina estão i...

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Q3880327 Nutrição
A obesidade, a inflamação e a resistência à insulina estão interligadas em um ciclo vicioso, quando a obesidade, causa uma inflamação crônica de baixo grau que prejudica a ação da insulina. Considerando os mecanismos fisiológicos descritos anteriormente, qual alternativa melhor representa a relação entre alimentação e resistência insulínica no contexto da obesidade?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A decisão dependia de identificar qual alternativa seguia a direção fisiopatológica oposta à obesidade visceral, que na base aumenta ácidos graxos livres e mediadores pró-inflamatórios, piorando a ação da insulina.

Tema central: Obesidade visceral e resistência insulínica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a fisiopatologia central cobrada. A obesidade abdominal/visceral se associa a maior liberação de ácidos graxos livres, e isso contribui para piora, não para redução, da resistência insulínica.
B
Errada
Está errada porque atribui à gordura visceral um perfil anti-inflamatório com melhora da captação periférica de glicose, quando a base afirma o oposto: o padrão esperado é pró-inflamatório e relacionado à resistência insulínica. A menção a IL-10 não muda o fato de que a alternativa descreve indevidamente um efeito metabólico global benéfico da gordura visceral.
C
Errada
Está errada porque dieta de alto índice glicêmico e baixa qualidade nutricional não reduz gordura visceral nem melhora esse ambiente metabólico. Pela base, esse padrão alimentar tende a favorecer hiperinsulinemia, adiposidade visceral e resistência à insulina.
D
Errada
Está errada porque a combinação 'alta ingestão de sódio e proteínas vegetais' não constitui mecanismo reconhecido de melhora do controle glicêmico nem de redução da resistência insulínica. Os elementos citados não explicam, pela base, benefício metabólico pancreático ou periférico.
E
Certa
A alternativa E está correta porque segue a direção fisiológica compatível com a reversão do ciclo obesidade-inflamação-resistência à insulina. Pela base, a restrição calórica e a melhora qualitativa da dieta tendem a reduzir a inflamação sistêmica e a melhorar a sensibilidade à insulina; nesse contexto, o consumo de proteínas magras é compatível com essa estratégia de manejo metabólico.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar a obesidade visceral, que tem perfil pró-inflamatório e piora metabólica, por um efeito protetor; além disso, algumas alternativas usam termos biologicamente plausíveis para sugerir benefício sem nexo fisiológico correto.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre obesidade visceral, verifique se a alternativa respeita a direção fisiopatológica básica: mais ácidos graxos livres e mais inflamação significam piora da ação da insulina.
  • Quando o enunciado liga obesidade, inflamação e resistência insulínica, a resposta correta tende a ser a que aponta redução de adiposidade e de inflamação, não ganho metabólico da gordura visceral.
  • Desconfie de alternativas que associem padrão alimentar de baixa qualidade a redução de gordura visceral ou melhora da sensibilidade insulínica.
  • Termos como 'captação de glicose', 'insulina' e 'pancreática' só validam a alternativa se o mecanismo descrito estiver coerente com a fisiopatologia central da questão.

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