Leia o caso clínico a seguir. Paciente de 46 anos foi subme...

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Q4153135 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente de 46 anos foi submetida à mamotomia após identificação de microcalcificações em uma área de 1,4 cm e classificada como BI-RADS 4. O anatomopatológico identificou carcinoma ductal in situ.

Considerando que mais de 60% da lesão foi removida, a conduta para essa paciente será: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: CDIS diagnosticado por mamotomia, mesmo com retirada de mais de 60% da lesão, não está definitivamente tratado, porque essa remoção parcial não garante excisão oncológica completa nem margens adequadas; em lesão localizada candidata à preservação mamária, a conduta indicada é ressecção segmentar com radioterapia, com endocrinoterapia como adjuvância possível.

Tema central: Conduta no CDIS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque omite a radioterapia após cirurgia conservadora. No CDIS tratado com preservação da mama, a estratégia padrão inclui ressecção segmentar seguida de radioterapia para redução de recorrência local. Endocrinoterapia é adjuvante e não compensa a ausência da radioterapia.
B
Errada
Está errada porque presume que a mamotomia com retirada de mais de 60% da lesão tenha valor curativo suficiente para dispensar a excisão cirúrgica definitiva. Isso contraria o ponto central do caso: a mamotomia é procedimento diagnóstico e pode remover parte importante da imagem-alvo, mas não assegura controle oncológico completo, extensão real da doença nem margens adequadas.
C
Errada
Está errada porque idade de 46 anos, isoladamente, não indica mastectomia subcutânea. A base informa que mastectomia é reservada a situações como doença extensa, multicêntrica, impossibilidade de margens adequadas ou impossibilidade/recusa de preservação mamária. O caso descreve área focal de 1,4 cm, compatível com tratamento conservador.
D
Certa
A alternativa D corresponde ao manejo conservador clássico do carcinoma ductal in situ localizado: a ressecção segmentar faz o tratamento definitivo da área acometida e permite adequada avaliação histológica, enquanto a radioterapia complementa o controle local e reduz recorrência ipsilateral. A endocrinoterapia pode integrar a adjuvância em casos hormoniossensíveis. O dado de retirada de mais de 60% da lesão na mamotomia não substitui essa etapa cirúrgica nem a radioterapia.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato aceitar que a mamotomia com retirada de mais de 60% da área calcificada equivaleria a tratamento definitivo do CDIS; esse é o erro central, porque remoção extensa na biópsia percutânea não substitui excisão cirúrgica definitiva nem a radioterapia no tratamento conservador.
Dica para questões semelhantes
  • Em CDIS diagnosticado por biópsia percutânea, não trate a retirada parcial da lesão pela mamotomia como excisão oncológica definitiva.
  • Se a doença é localizada e a mama pode ser preservada, pense primeiro em ressecção segmentar associada à radioterapia.
  • Endocrinoterapia no CDIS é adjuvante; ela não substitui cirurgia nem radioterapia.
  • Não indique mastectomia apenas por idade mais jovem sem critério oncológico específico.

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