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Q4153131 Medicina
A abordagem terapêutica do câncer de mama HER 2+ foi norteada em importantes pesquisas científicas nos últimos anos. No estudo 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pela associação correta entre estudo e desfecho em câncer de mama HER2+. A alternativa D é a única compatível com o conteúdo histórico de que prolongar o trastuzumabe adjuvante de 1 para 2 anos não trouxe benefício adicional; já A, B e C atribuem aos estudos KATHERINE, KRISTINE e TRYPHAENA achados que não correspondem aos seus resultados.

Tema central: Estudos em HER2+
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no KATHERINE, o benefício em doença residual invasiva após neoadjuvância ocorreu com a troca para T-DM1 em comparação com trastuzumabe. O erro da alternativa é atribuir o ganho ao trastuzumabe isolado, confundindo o braço controle com a estratégia que efetivamente reduziu recorrência invasiva e morte nesse cenário.
B
Errada
Está errada porque o KRISTINE é estudo de neoadjuvância, não de adjuvância. Além disso, ele não demonstrou a superioridade descrita para T-DM1 + pertuzumabe sobre quimioterapia + trastuzumabe; a base indica que a quimioterapia convencional com bloqueio duplo teve melhor pCR, sem a vantagem de sobrevida livre de doença formulada na alternativa.
C
Errada
Está errada porque o TRYPHAENA foi desenhado para avaliar segurança cardíaca da combinação pertuzumabe + trastuzumabe + quimioterapia na neoadjuvância, e não mostrou cardiotoxicidade em grau que inviabilizasse a estratégia ou levasse à sua interrupção como conclusão do ensaio. A alternativa transforma um estudo de segurança aceitável em um resultado de toxicidade impeditiva.
D
Certa
A alternativa D é a melhor resposta porque expressa o desfecho histórico de que a duração padrão do trastuzumabe adjuvante ficou em 1 ano, sem ganho adicional com 2 anos. A própria base aponta que há imprecisão de nomenclatura ao vincular esse achado literalmente ao FinHer, mas, no conteúdo médico, a proposição é a única compatível com a evidência histórica apresentada.
Pegadinha da questão
A banca mistura nomes de estudos clássicos com intervenção, cenário e desfecho trocados: KATHERINE com manutenção de trastuzumabe em vez de escalonamento para T-DM1, KRISTINE como se fosse adjuvante e superior para T-DM1 + pertuzumabe, e TRYPHAENA como se tivesse contraindicado o bloqueio duplo por cardiotoxicidade. Na D, há imprecisão de atribuição do estudo, mas o conteúdo do achado é o único compatível com a evidência histórica.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de olhar o resultado, identifique o cenário do estudo: neoadjuvância, adjuvância ou doença residual pós-neoadjuvância.
  • Separe mentalmente braço experimental e braço controle; isso evita confundir, como no KATHERINE, o trastuzumabe controle com o T-DM1 vencedor.
  • Em estudos de segurança, confirme se o achado foi toxicidade impeditiva ou perfil aceitável; no TRYPHAENA, o foco era segurança cardíaca sem inviabilizar a combinação.
  • Se houver imprecisão no nome do ensaio, priorize o conteúdo médico do desfecho histórico quando a alternativa for a única compatível com a base.

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