Quanto às características dos bens públicos e às formas de ...
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Código Civil (Lei nº 10.406/2002), art. 101: "Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei." A regra incide sobre os bens dominicais mencionados na alternativa e fundamenta o gabarito A.
- Separe alienação de usucapião: os bens dominicais admitem a primeira, nas condições legais, mas não a segunda.
- Ao conferir requisitos de alienação, identifique a natureza do bem e as exceções legais; não estenda a autorização legislativa indistintamente a todos os bens dominicais.
- Antes de aplicar a Súmula 619 do STJ, verifique se a ocupação é indevida; a mera existência de uso particular não basta.
- Distinga autorização de uso, concessão de uso e concessão de direito real de uso; a formalização por termo administrativo não significa dispensa dos requisitos da contratação.
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Gabarito: A
Para memorizar:
Bem dominical: desafetado → pode ser alienado, cumpridos os requisitos legais.
Bem público: não admite usucapião, inclusive o dominical.
Ocupação irregular: mera detenção → sem retenção/indenização por benfeitorias (Súmula 619/STJ).
A alternativa CORRETA é a A) Os bens dominicais, por não estarem destinados a uso comum do povo nem a uso especial, admitem alienação, observadas as condições estabelecidas em lei, tais como avaliação prévia, autorização legislativa e licitação, ressalvadas as hipóteses legais de dispensa.
A alternativa "A" está em perfeita consonância com o Artigo 101 do Código Civil (CC/02) e com os Artigos 76 e 77 da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021):
Para que a Administração Pública aliene bens dominicais (bens desafetados que integram o patrimônio disponível do Estado), a lei exige o cumprimento de requisitos fundamentais:
- Interesse público devidamente justificado;
- Avaliação prévia;
- Autorização legislativa (para bens imóveis da administração direta, autárquica e fundacional);
- Licitação (regra geral na modalidade leilão, ressalvadas as hipóteses de dispensa legal).
B) INCORRETA: A ocupação irregular de bem público não configura posse, mas mera detenção de natureza precária. Por isso, não gera direito de retenção por benfeitorias nem dever de indenização por parte da Administração Pública (Súmula 619 do STJ).
C) INCORRETA: A autorização de uso de bem público é um ato administrativo unilateral, discricionário e precário, podendo ser revogado a qualquer tempo pela Administração por razões de conveniência e oportunidade, sem gerar direito subjetivo ao particular.
D) INCORRETA: A concessão de uso de bem público é um contrato administrativo que, como regra, exige prévia licitação e autorização legislativa (salvo exceções específicas previstas na legislação local/federal).
E) INCORRETA: Nenhum bem público pode ser adquirido por usucapião, seja ele de uso comum, de uso especial ou dominical (Súmula 340 do STF e Art. 102 do Código Civil/02, c/c Art. 183, § 3º, e Art. 191, parágrafo único, da CF/88).
ADENDO
Classificações de afetação
A- De uso comum: destinados ao uso da coletividade, não havendo distinção de usuários. Ex.: rios, praças, estradas, mares, ruas.
- O uso pode ser a título gratuito ou oneroso / retribuído. (*ex: pedágio e estradas)
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B- De uso especial: bens utilizados pelo próprio poder público para o desempenho dos serviços públicos. São edifícios ou terrenos destinados (afetados) a serviço ou estabelecimento da administração.
- Podem ser utilizados também por um particular, por meio de um ato unilateral ou bilateral, da administração. Ex.: permissão do uso, concessão.
- Ex.: prédio onde funcionam escolas, tribunais, gabinetes, museus, bibliotecas, veículos oficiais, terras dos silvícolas, cemitérios públicos, aeroportos, mercados e agora, pela nova Constituição, as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. (...) (Di Pietro)
*obs: A e B, enquanto conservarem a sua qualificação, são inalienáveis.
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C- Dominicais: integram o patrimônio disponível estatal, pois não tem afetação pública; constituem o patrimônio das PJ de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
- Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
- Podem ser alienados, desde que observadas as exigências legais. (autorização legislativa, avaliação e licitação)
*ex: terras devolutas, os terrenos de marinha, os prédios públicos desativados etc.
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-STJ em Teses 124: Construção ou atividade irregular em bem de uso comum do povo revela dano presumido à coletividade, dispensada prova de prejuízo em concreto.
-STJ Súmula 619: A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
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