Acerca do mandado de segurança, da ação civil pública e da ...

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Q4323954 Direito Constitucional
Acerca do mandado de segurança, da ação civil pública e da ação popular, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 5º, LXX, b, legitima: “b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;”. A Lei nº 12.016/2009, art. 21, caput, acrescenta: “dispensada, para tanto, autorização especial.” Como a alternativa B descreve associação que atende ao requisito constitucional, a falta de autorização assemblear específica não impede a impetração.

Tema central: Legitimidade e garantias processuais coletivas
Análise das alternativas
A
Errada
A legitimidade para a ação popular é do cidadão, não de qualquer pessoa física ou jurídica interessada. A Constituição Federal, art. 5º, LXXIII, estabelece: “LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;”. A comprovação dessa condição também é exigida: segundo a Lei nº 4.717/1965, art. 1º, § 3º, “§ 3º A prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título eleitoral, ou com documento que a ele corresponda.” A natureza difusa do interesse protegido não elimina esse requisito de legitimidade.
B
Certa
A alternativa B conjuga os requisitos constitucionais de legitimidade da associação com a dispensa legal de autorização especial. A Lei nº 12.016/2009, art. 21, caput, prevê: “ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial.” Assim, não se exige autorização assemblear específica para esse mandado de segurança coletivo. Permanecem exigíveis a constituição regular, o funcionamento mínimo de um ano e a pertinência da defesa às finalidades estatutárias.
C
Errada
A alternativa afirma cabimento em hipóteses expressamente vedadas. A Lei nº 7.347/1985, art. 1º, parágrafo único, dispõe: “Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados.” Qualificar os direitos tributários como individuais homogêneos não afasta essa vedação material.
D
Errada
A legitimidade para a ação civil pública não é exclusiva do Ministério Público. A Lei nº 7.347/1985, art. 5º, caput e incisos I a IV, determina: “Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I - o Ministério Público; II - a Defensoria Pública; III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;”. Portanto, a exclusão da Defensoria Pública, dos entes federativos e das autarquias contraria diretamente a lei. O art. 5º, V, também contempla associações que preencham os requisitos legais.
E
Errada
A improcedência não basta para impor custas e ônus da sucumbência ao autor da ação popular. A Constituição Federal, art. 5º, LXXIII, assegura: “ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;”. A exceção exige má-fé comprovada, e não simplesmente derrota processual. Por isso, a invocação do princípio da causalidade não afasta a isenção constitucional do autor de boa-fé.
Pegadinha da questão
A dispensa de autorização assemblear específica no mandado de segurança coletivo não elimina os requisitos de legitimidade e pertinência estatutária da associação. Nas alternativas sobre ação popular, interesse coletivo não substitui cidadania, e improcedência não equivale a má-fé comprovada.
Dica para questões semelhantes
  • No mandado de segurança coletivo associativo, separe os requisitos de constituição regular, funcionamento mínimo de um ano e pertinência estatutária da autorização especial, que é dispensada.
  • Na ação popular, confira a condição de cidadão e sua prova; para afastar a isenção de custas e sucumbência, exija má-fé comprovada.
  • Na ação civil pública, verifique separadamente as vedações materiais do art. 1º, parágrafo único, e a pluralidade de legitimados do art. 5º da Lei nº 7.347/1985.

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  • ASSOCIAÇÃO: 1 ANO E SEM AUTORIZAÇÃO

Pegadinha: no mandado de segurança coletivo, a associação atua como substituta processual, por isso não precisa de autorização expressa/assemblear dos associados

A alternativa correta é a B) O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa de interesses de seus associados, independentemente de autorização assemblear específica.

  • B) CORRETA:
  • Conforme o artigo 5.º, inciso LXX, alínea "b", da Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.
  • De acordo com a jurisprudência pacífica e a Súmula 629 do STF:
  • A) Incorreta:
  • Apenas o cidadão (pessoa física em pleno gozo dos seus direitos políticos) detém legitimidade ativa para ajuizar ação popular, comprovando essa condição mediante o título de eleitor (art. 5.º, LXXIII, da CF e art. 1.º, § 3.º, da Lei n.º 4.717/1965). Pessoas jurídicas não possuem legitimidade ativa para a ação popular (Súmula 365 do STF).
  • C) Incorreta:
  • O parágrafo único do artigo 1.º da Lei n.º 7.347/1985 (LACP) estabelece expressamente a inadmissibilidade de ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários sejam individualizáveis.
  • D) Incorreta:
  • A legitimidade ativa para a propositura da ação civil pública é concorrente e disjuntiva, abrangendo o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, as empresas públicas, as fundações e as associações legalmente constituídas (art. 5.º da Lei n.º 7.347/1985 e art. 129, § 1.º, da CF). Não se trata de legitimidade exclusiva do Ministério Público.
  • E) Incorreta:
  • Por imposição do artigo 5.º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, o autor da ação popular fica isento de custas judiciais e do ónus da sucumbência, salvo se comprovada a ocorrência de comprovada má-fé. Agindo de boa-fé, não haverá condenação em tais despesas mesmo perante a improcedência do pedido.

  • **Ação Popular — Legitimidade (Art. 5º, LXXIII)**: Privativa do cidadão (pessoa física no gozo dos direitos políticos). Pessoa jurídica não pode (Súmula 365/STF).
  • MS Coletivo — Autorização (Súmula 629/STF): Não exige autorização expressa nem ata de assembleia (substituição processual). Exige pré-constituição de 1 ano.
  • ACP — Vedação de Matéria (Art. 1º, parágrafo único da LACP): Não cabe para tributos, previdência e FGTS.
  • ACP — Legitimidade (Art. 5º da LACP): Concorrente e disjuntiva (MP, Defensoria, Entes Políticos, Estatais e Associações).
  • **Ação Popular — Custas (Art. 5º, LXXIII)**: Isenção total para o autor, salvo comprovada má-fé.

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