No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4155668 Medicina
No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: No politrauma com choque hipovolêmico, a presença de hemorragia e ressuscitação é o cenário clássico de coagulopatia do trauma, que é multifatorial e inclui perda/consumo de fatores e plaquetas, desregulação da coagulação e da fibrinólise, além de agravamento por acidose e hipocalcemia; isso sustenta a alternativa B e exclui as demais por trazerem condutas incompatíveis com o trauma hemorrágico.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no TCE grave, deve-se evitar hipotonicidade, já que soluções hipotônicas favorecem edema cerebral e podem piorar a pressão intracraniana. A afirmação também induz confusão ao associar preferência por 'soluções hipotônicas como ringer lactato'; independentemente dessa impropriedade terminológica, o núcleo médico da alternativa é falso: hipotonicidade não é desejável no TCE grave.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve os mecanismos centrais da coagulopatia no trauma hemorrágico: perda de fatores e plaquetas pela hemorragia, alterações da coagulação e da fibrinólise e piora do quadro por acidose e hipocalcemia. O ponto médico decisivo é que, no politrauma com choque hemorrágico, a coagulopatia não decorre apenas da perda sanguínea isolada, mas de desarranjo hemostático multifatorial e autoagravante.
C
Errada
Está errada porque fixa uma meta universal de hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL para todo paciente, 'independentemente dos antecedentes mórbidos'. Esse critério é falso no trauma: não existe alvo transfusional universal desse tipo, e a decisão depende do contexto hemodinâmico, do sangramento, da perfusão e das condições clínicas associadas. O erro é transformar um número em regra geral.
D
Errada
Está errada porque hipotermia no trauma hemorrágico é deletéria, agrava a coagulopatia e compõe a tríade letal. Portanto, a conduta correta é prevenir e corrigir o resfriamento, não manter o paciente hipotérmico deliberadamente. A alternativa propõe uma conduta tecnicamente inadequada para esse cenário.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma alternativa conceitualmente correta sobre coagulopatia do trauma com afirmações que parecem plausíveis, mas contrariam princípios básicos do manejo: aceitar hipotonicidade no TCE, usar hemoglobina 10 g/dL como meta universal e supor benefício da hipotermia no choque hemorrágico.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma hemorrágico, trate a coagulopatia como multifatorial: perda de fatores/plaquetas, distúrbio de coagulação e fibrinólise, acidose, hipotermia e hipocalcemia.
  • Se a alternativa propuser solução hipotônica em TCE grave, elimine-a pelo risco de aumentar edema cerebral.
  • Desconfie de metas universais de hemoglobina no trauma; número fixo sem contexto costuma estar errado.
  • Na tríade letal do trauma, hipotermia é problema a corrigir, não estratégia a manter.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo