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Q3258730 Medicina
Paciente motociclista, 32 anos de idade, previamente hígido, vítima de acidente de carro versus moto, dá entrada em pronto atendimento apresentando fratura em protocolo de trauma com vias aéreas pérvias, respirando com máscara não reinalante; ausculta com murmúrio vesicular simétrico bilateralmente; frequência cardíaca 120 bpm; pressão arterial 90x60 mm Hg; diminuição da pressão de pulso; frequência respiratória de 26 incursões por minuto; débito urinário menor que 20 – 30 mL/hora; e Escala de Coma de Glasgow de 13.

Acerca do caso hipotético e dos sinais e sintomas de choque hemorrágico/hemorragia por classe, assinale a alternativa que apresenta a classe e o percentual de sangue de perda do volume sanguíneo, respectivamente.
Alternativas

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Tema central: O tema abordado é choque hemorrágico em trauma e a correta classificação do choque segundo o ATLS 10ª edição, com foco na estimativa percentual de perda sanguínea e a correlação clínica.

Justificativa da alternativa correta:
Segundo o ATLS, a Hemorragia Classe I é definida por perda menor que 15% do volume sanguíneo (aprox. 750mL em adulto), apresentando poucos ou nenhum sinal clínico evidente, com FC < 100, PA e débito urinário normais.

No entanto, o paciente da questão possui sinais marcantes de instabilidade hemodinâmica (FC 120, PA 90x60 mmHg, débito urinário < 20-30 mL/h, rebaixamento do nível de consciência), que são incompatíveis com a Hemorragia Classe I (< 15%, 750mL). Analiticamente, o quadro apresentado sugere Hemorragia Classe III (perda sanguínea de 30-40%), caracterizada por:

  • FC: 120-140 bpm
  • PA sistólica: diminuída
  • Pressão de pulso: diminuída
  • FR: 30-40 ipm
  • Débito urinário: 5-15 mL/h
  • Estado mental: confuso

Portanto, a alternativa C (“Classe III; 35%”) é a mais alinhada com evidências:
“Na Hemorragia Classe III, já ocorrem instabilidades importantes de sinais vitais e redução do débito urinário, exigindo manejo agressivo e emergência transfusional.” (ATLS 10ª ed., p. 64)

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Classe I; 14%: Incorreta. Classe I não produz sinais vitais alterados (pegadinha: fique atento à tendência de superestimar a tolerância fisiológica inicial ao trauma).
  • B) Classe II; 25%: Limítrofe, mas ainda insuficiente para justificar a magnitude dos sintomas. Classe II geralmente cursa com taquicardia leve, PA mantida, ansiedade, sem sinais de choque claro.
  • D) Classe IV; 48%: Incompatível com a vida sem ressuscitação imediata; o paciente teria FR > 35, FC > 140, confusão ou letargia intensa.

Estratégias para provas: Atente-se sempre à tabela de classificação do ATLS e correlacione todos os parâmetros clínicos, não apenas a frequência cardíaca. Sinais como hipotensão e obnubilação são marcadores de choque mais avançado, e a queda do débito urinário é dado sensível.

Contribuição normativa: A classificação do choque é padronizada pelo ATLS, referência central para questões de trauma em concursos. Treinar a tabela de classes e os sintomas típicos aumenta a acurácia e confiança em provas.

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Gabarito Oficial da Banca foi "C".

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