Paciente motociclista, 32 anos de idade, previamente hígido...
Acerca do caso hipotético e dos sinais e sintomas de choque hemorrágico/hemorragia por classe, assinale a alternativa que apresenta a classe e o percentual de sangue de perda do volume sanguíneo, respectivamente.
Gabarito comentado
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Tema central: O tema abordado é choque hemorrágico em trauma e a correta classificação do choque segundo o ATLS 10ª edição, com foco na estimativa percentual de perda sanguínea e a correlação clínica.
Justificativa da alternativa correta:
Segundo o ATLS, a Hemorragia Classe I é definida por perda menor que 15% do volume sanguíneo (aprox. 750mL em adulto), apresentando poucos ou nenhum sinal clínico evidente, com FC < 100, PA e débito urinário normais.
No entanto, o paciente da questão possui sinais marcantes de instabilidade hemodinâmica (FC 120, PA 90x60 mmHg, débito urinário < 20-30 mL/h, rebaixamento do nível de consciência), que são incompatíveis com a Hemorragia Classe I (< 15%, 750mL). Analiticamente, o quadro apresentado sugere Hemorragia Classe III (perda sanguínea de 30-40%), caracterizada por:
- FC: 120-140 bpm
- PA sistólica: diminuída
- Pressão de pulso: diminuída
- FR: 30-40 ipm
- Débito urinário: 5-15 mL/h
- Estado mental: confuso
Portanto, a alternativa C (“Classe III; 35%”) é a mais alinhada com evidências:
“Na Hemorragia Classe III, já ocorrem instabilidades importantes de sinais vitais e redução do débito urinário, exigindo manejo agressivo e emergência transfusional.” (ATLS 10ª ed., p. 64)
Análise das alternativas incorretas:
- A) Classe I; 14%: Incorreta. Classe I não produz sinais vitais alterados (pegadinha: fique atento à tendência de superestimar a tolerância fisiológica inicial ao trauma).
- B) Classe II; 25%: Limítrofe, mas ainda insuficiente para justificar a magnitude dos sintomas. Classe II geralmente cursa com taquicardia leve, PA mantida, ansiedade, sem sinais de choque claro.
- D) Classe IV; 48%: Incompatível com a vida sem ressuscitação imediata; o paciente teria FR > 35, FC > 140, confusão ou letargia intensa.
Estratégias para provas: Atente-se sempre à tabela de classificação do ATLS e correlacione todos os parâmetros clínicos, não apenas a frequência cardíaca. Sinais como hipotensão e obnubilação são marcadores de choque mais avançado, e a queda do débito urinário é dado sensível.
Contribuição normativa: A classificação do choque é padronizada pelo ATLS, referência central para questões de trauma em concursos. Treinar a tabela de classes e os sintomas típicos aumenta a acurácia e confiança em provas.
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Gabarito Oficial da Banca foi "C".
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