"Rússia quer negociar segurança com EUA que inclua Ucrânia...

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Q3413353 Direito Internacional Público

"Rússia quer negociar segurança com EUA que inclua Ucrânia.". (Fonte: Dol.com / Data: 21/06/2024). Sobre a relação internacional noticiada, pode-se afirmar que:


I- A crescente tensão e a falta de diálogo contundente entre potências nucleares, como Estados Unidos, Ucrânia, Rússia, China e Coréia do Norte, estão elevando as preocupações sobre a estabilidade global e a segurança estratégica no mundo.

II- Os Estados Unidos têm rejeitado consistentemente a alegação russa de que, ao fornecer armas à Ucrânia, se tornaram participantes diretos em um conflito que visa impor uma "derrota estratégica" à Rússia. Washington insiste que qualquer negociação sobre a guerra deve ser conduzida pela Ucrânia. 

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Comentário de Prova – Sujeitos de Direito Internacional Público: Estados

1. Interpretação do Tema: A questão trata das relações internacionais e das prerrogativas dos Estados enquanto sujeitos de Direito Internacional, especialmente quanto à capacidade para negociar, participar e conduzir conflitos. A análise gira em torno das posições internacionais dos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia sobre a condução de negociações de paz.

2. Legislação Aplicável:
Não há uma lei nacional específica, mas é importante compreender, à luz do Direito Internacional Público, a centralidade dos "Estados" como sujeitos, com personalidade jurídica internacional plena. O princípio da igualdade soberana dos Estados está consagrado na Carta das Nações Unidas, art. 2º, 1.

3. Tema Central e Conhecimento Necessário:
O candidato deve saber diferenciar a participação dos Estados em negociações internacionais e entender o significado de “participação direta” versus apoio indireto em conflitos armados, conforme a doutrina internacionalista.

4. Exemplo Prático:
Se o Brasil fornece ajuda humanitária em um conflito, não é parte beligerante. Porém, ao fornecer armas ou assessoria militar significativa, pode ter sua posição debatida diplomaticamente, mesmo que não seja reconhecido formalmente como parte do conflito.

5. Justificativa da Alternativa Correta (A):
A assertiva II está correta, pois reflete a posição norte-americana tradicional de que apenas a Ucrânia tem legitimidade para negociar sua própria paz, e que o fornecimento de armas não configura participação direta no conflito. Já a assertiva I está errada porque, no Direito Internacional, Ucrânia não é potência nuclear e incluir esse país entre tais potências demonstra erro conceitual relevante sobre os sujeitos do sistema internacional.

6. Análise das Alternativas Incorretas:
As opções B e C erram ao considerar I correta. D é equivocada, pois II está alinhada com as práticas diplomáticas e fundamentos do Direito Internacional.

7. Dica para a Prova – Cuidado com Pegadinhas:
Fique atento a generalizações ou afirmações factuais equivocadas nos enunciados (ex: Ucrânia ser potência nuclear). Essas imprecisões normalmente tornam a alternativa errada!

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Comentários

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A meu ver, o erro da assertiva I é que a Ucrânia não é uma potência nuclear. Quanto à assertiva II, é correto que o governo dos EUA afirmam que o fato de fornecer armas à Ucrânia, não os tornam participantes diretos do conflito.

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