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Q1717280 Medicina

A diverticulose do intestino grosso refere-se à presença de divertículos no cólon. A diverticulite significa a presença de inflamação e de infecção associadas aos divertículos, mais frequentemente os localizados no cólon sigmóide.


Sobre o assunto, é incorreto afirmar que:

Alternativas

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Tema central: A questão aborda diverticulose e diverticulite do intestino grosso, focando em clínica, diagnóstico e condutas recomendadas. É fundamental reconhecer os achados típicos, o manejo medicamentoso e cirúrgico e, especialmente, distinguir mitos comuns da literatura médica.

Comentário da alternativa considerada INCORRETA (C):

A alternativa C afirma que “existe uma relação direta entre os divertículos e o câncer de intestino”, o que é incorreto. A literatura médica e as diretrizes da Associação Médica Brasileira deixam claro que não há relação causal ou aumento significativo de risco de câncer colorretal em pacientes portadores de diverticulose ou diverticulite. Embora os sintomas possam ser semelhantes (exemplo: dor, alterações do trânsito intestinal), a presença de divertículos não predispõe ao câncer. O erro está exatamente nesta afirmação sobre relação direta, um equívoco comum e simples de ser cobrado em provas.
Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: "A diverticulite não predispõe ao câncer colorretal."

Já a primeira parte da alternativa – quanto ao quadro clínico típico e orientação de procurar serviço médico – está correta, mas o erro conceitual separa a correta da incorreta, exigindo atenção do candidato a pegadinhas de associação causal falsa.

Análise das alternativas CORRETAS:

A) Correta. Traz o achado clássico: dor à palpação e descompressão brusca no quadrante inferior esquerdo, conforme descrito no Projeto Diretrizes da AMB/CFM.

B) Correta. O manejo ambulatorial de quadros leves é recomendado para pacientes sem sinais sistêmicos, com bom estado cognitivo e acesso facilitado a reavaliação médica. Essa é prática consagrada nos protocolos nacionais e internacionais (ex: UpToDate, AMB/CFM).

D) Correta. A maioria dos casos evolui bem com tratamento clínico entre 7-10 dias. Cirurgia fica restrita a complicações severas (perfuração, abscesso, peritonite), sendo exceção, não regra.

Dica importante para provas: Questões sobre doenças do trato digestivo costumam abordar relações de risco e condutas clínicas. Cuidado com afirmações sobre relação causal entre patologias comuns (diverticulite, pólipos, câncer) e sempre confira o que dizem as maiores diretrizes. Palavras como "direta relação", "sempre", "nunca" normalmente alertam para possíveis erros conceituais!

Referências utilizadas: Projeto Diretrizes AMB/CFM, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), Rededor Saoluiz.

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A alternativa incorreta é a letra C. Embora a diverticulite seja acompanhada de inflamação e infecção associadas aos divertículos, os sintomas não incluem parada do funcionamento intestinal. Os sintomas mais comuns são febre, mal estar geral, dor abdominal e alterações no trânsito intestinal, como diarreia ou constipação. Não existe uma relação direta entre os divertículos e o câncer de intestino, embora a presença de divertículos possa aumentar o risco de desenvolver câncer no cólon. É importante que o paciente procure atendimento médico imediato em caso de suspeita de diverticulite para evitar complicações graves, como abscesso ou peritonite, que podem requerer cirurgia de emergência. O tratamento clínico é geralmente eficaz, mas casos mais graves podem requerer intervenção cirúrgica.

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