Paciente de 68 anos, submetido a colectomia direita por aden...

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Q3883446 Medicina
Paciente de 68 anos, submetido a colectomia direita por adenocarcinoma, encontra-se no 3º dia de pós-operatório. Evolui com distensão abdominal progressiva, náuseas, ausência de evacuação e eliminação de flatos desde a cirurgia. Exame físico: abdome distendido, ruídos hidroaéreos diminuídos, sem sinais de irritação peritoneal.
Nesse caso, o diagnóstico mais provável é o seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No 3º dia de pós-operatório de colectomia, distensão abdominal, náuseas, ausência de flatos e evacuação, ruídos hidroaéreos diminuídos e ausência de irritação peritoneal caracterizam hipomotilidade intestinal transitória do pós-operatório precoce, o que torna mais provável íleo adinâmico e afasta obstrução mecânica ou complicação infecciosa/perfurativa.

Tema central: Íleo adinâmico pós-operatório
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro descrito corresponde ao padrão clínico típico de íleo adinâmico pós-operatório: temporalidade precoce após cirurgia abdominal, distensão progressiva, náuseas, parada de eliminação de fezes e flatos e ruídos intestinais diminuídos. O dado semiológico decisivo é o hipoperistaltismo difuso no contexto pós-operatório imediato, sem peritonismo, o que sustenta paralisia transitória do trânsito intestinal como explicação mais provável.
B
Errada
Obstrução intestinal por brida é uma causa mecânica. Nessa situação, o quadro inicial tende a ter dor em cólica e ruídos aumentados ou metalizados, ao contrário do enunciado, que traz ruídos diminuídos. Além disso, no 3º dia após colectomia, a cronologia favorece muito mais íleo pós-operatório do que aderência como causa principal.
C
Errada
Fístula entérica pressupõe comunicação anômala com exterior ou outra víscera, geralmente com exteriorização de conteúdo entérico em dreno ou ferida, ou com sinais sépticos associados. Nada disso foi descrito. O quadro apresentado é de parada do trânsito com hipoperistaltismo, o que aponta para íleo, não para fístula.
D
Errada
Peritonite difusa é enfraquecida de forma direta pela ausência de sinais de irritação peritoneal, informação explicitamente fornecida no enunciado. Em peritonite, seriam esperados sinais de peritonismo e quadro abdominal inflamatório mais exuberante. Aqui, o achado dominante é hipomotilidade intestinal sem peritonismo.
E
Errada
Estenose da anastomose é uma complicação estrutural mais compatível com obstrução tardia ou subaguda, não com o 3º dia de pós-operatório imediato como hipótese principal. A cronologia do caso favorece atraso transitório do trânsito intestinal, não estreitamento anastomótico estabelecido.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ausência de flatos/evacuação no pós-operatório e obstrução mecânica. Esses achados isoladamente não diferenciam os diagnósticos; o dado que decide é a presença de ruídos hidroaéreos diminuídos no pós-operatório precoce, favorecendo íleo adinâmico.
Dica para questões semelhantes
  • No pós-operatório abdominal precoce, valorize a cronologia: distensão, náuseas e parada de flatos com ruídos diminuídos apontam primeiro para íleo adinâmico.
  • Para diferenciar íleo de obstrução mecânica, use a semiologia dos ruídos intestinais: hipoperistaltismo favorece íleo; ruídos aumentados/metalizados no início favorecem obstrução mecânica.
  • Ausência de sinais de irritação peritoneal afasta fortemente peritonite difusa como explicação principal do quadro.
  • Complicações estruturais como estenose anastomótica costumam ser hipóteses mais tardias do que o íleo no pós-operatório imediato.

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