Em relação aos defeitos originários dos remanescentes branqu...

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Q3835543 Medicina
Em relação aos defeitos originários dos remanescentes branquiais podemos afirmar, EXCETO, que 
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A alternativa D é a exceção porque o chamado carcinoma branquial é diagnóstico raro e de exclusão: não basta o histopatológico isolado de uma massa cervical cística maligna, sendo necessária correlação clínico-radiológica, topográfica/embrionária, exclusão de primário oculto e seguimento.

Tema central: Remanescentes branquiais cervicais
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa não é a exceção. O núcleo médico da assertiva é compatível com anomalias do 1º arco branquial: localização pré-auricular/periauricular e possibilidade de ocorrência familiar em anomalias auriculares/preauriculares. A base ressalta apenas imprecisão terminológica em "coloboma auris", mas isso não constitui o erro decisivo da questão.
B
Errada
A alternativa não é a exceção. O conteúdo essencial está correto: o cisto do ducto tireoglosso é anomalia congênita cervical frequente, pode ter infecções de repetição, há risco raro de carcinoma na vida adulta, e a cirurgia adequada é a de Sistrunk, com ressecção da porção central do osso hioide para reduzir recidiva. A base aponta apenas a imprecisão conceitual de incluí-lo como "remanescente branquial", mas a questão o agrupou com as demais anomalias cervicais congênitas.
C
Errada
A alternativa não é a exceção porque está de acordo com a embriologia e a topografia desses remanescentes. Lesões dos 3º e 4º arcos/fendas têm relação íntima com o seio piriforme e podem manifestar-se como trajeto, seio, fístula ou divertículo nessa região, inclusive com infecções cervicais recorrentes.
D
Certa
A alternativa D é a exceção porque descreve de forma incorreta o diagnóstico de neoplasia em topografia branquial. O carcinoma branquial não se confirma por histopatológico isolado de lesão cervical cística maligna. É necessária correlação clínico-radiológica e topográfica com o trajeto embrionário da lesão, além de exclusão de neoplasia primária oculta, sobretudo carcinoma espinocelular de orofaringe. Também não se dispensa seguimento prolongado. Portanto, a afirmação erra exatamente no critério diagnóstico decisivo.
E
Errada
A alternativa não é a exceção. A base sustenta que os remanescentes branquiais podem aparecer desde a região pré/periauricular até a região cervical inferior, e que, no cisto do ducto tireoglosso, é apropriado documentar por USG a presença de tireoide tópica antes da ressecção, porque o tecido ectópico pode, raramente, corresponder ao único tecido tireoidiano funcionante.
Pegadinha da questão
A banca explora o uso enganoso do termo "carcinoma branquial": quem aceita essa entidade como diagnóstico fechado apenas pelo histopatológico erra a exceção, porque o correto é tratá-la como diagnóstico de exclusão e pensar primeiro em metástase cística de primário oculto de via aerodigestiva superior.
Dica para questões semelhantes
  • Em massa cervical cística maligna no adulto, não feche "carcinoma branquial" sem excluir primário oculto e sem correlacionar a topografia com a embriologia.
  • No cisto do ducto tireoglosso, o detalhe cirúrgico decisivo é a ressecção da porção central do hioide no procedimento de Sistrunk.
  • Lembre a distribuição anatômica: 1º arco em região pré/periauricular; 3º e 4º arcos em relação ao seio piriforme.
  • Antes de ressecar ducto tireoglosso, confirme a presença de tireoide cervical tópica por imagem.

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