Na fístula perilinfática, o que é que pode ser observado, em...
Gabarito comentado
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Tema central: Fístula perilinfática refere-se a uma comunicação anormal entre a perilinfa do ouvido interno e o ouvido médio, tipicamente através da janela oval ou redonda. Essa condição leva a manifestações audiovestibulares, frequentemente agudas ou flutuantes, sendo importante reconhecê-la em situações de trauma, acidentes de mergulho ou cirurgias otológicas.
Alternativa correta: C) Fenômeno de Túlio e sinal de Hennebert.
Justificativa: O fenômeno de Túlio consiste em vertigem desencadeada por estímulos sonoros. Já o sinal de Hennebert é a vertigem ou nistagmo induzidos por variação de pressão no canal auditivo externo, mesmo com membrana timpânica íntegra. Ambos traduzem a comunicação anômala entre compartimentos do ouvido, permitindo que estímulos sonoros ou pressóricos ativem o sistema vestibular de maneira patológica. Ressalte-se que, embora sugestivos, não são patognomônicos — podem ocorrer em outras condições do “terceiro canal” do ouvido interno, como fístula em canal semicircular superior.
Análise das alternativas incorretas:
A) Recrutamento objetivo de Metz – Este refere-se ao aumento anormal da resposta ao estímulo auditivo detectado no teste de reflexo estapediano, sendo clássico na lesão coclear (por exemplo, perda auditiva sensorioneural). Não guarda relação direta com fístula perilinfática.
B) Efeito ON-OFF (padrão de reflexo difásico) – Descreve resposta do sistema auditivo a estímulos de liga/desliga, associada a alterações neurológicas ou auditivas, mas não é um marcador clássico ou esperado em fístula perilinfática.
D) Não há vedamento à imitanciometria – Na imitanciometria, a ausência de vedamento resulta em rastros não confiáveis. Esse achado, porém, não guarda relação fisiopatológica com a presença ou ausência de fístula perilinfática.
Estratégia de prova: Observe termos como “embora não seja patognomônico” — questões clássicas de otorrino gostam de abordar sinais sugestivos, mas não exclusivos. Atenção aos detalhes fisiopatológicos do ouvido interno, diferenciando manifestações cocleares de vestibulares.
Evidência: Conforme Harrison’s Principles of Internal Medicine e consensos otoneurológicos, tanto o fenômeno de Túlio quanto o sinal de Hennebert são achados compatíveis com fístula perilinfática, muito valorizados na clínica.
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