Mulher, 42 anos, com esclerodermia limitada, dispneia progre...

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Q3913446 Medicina
Mulher, 42 anos, com esclerodermia limitada, dispneia progressiva (NYHA III). Ecocardiograma sugere alta probabilidade de hipertensão pulmonar. TCAR sem doença intersticial significativa. Segundo ESC/ERS (2022), qual é o próximo passo obrigatório? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Segundo a ESC/ERS 2022, a investigação da hipertensão pulmonar segue suspeita clínica, detecção por ecocardiografia e confirmação obrigatória por cateterismo cardíaco direito em centro especializado; nesta paciente com esclerodermia limitada, dispneia progressiva e ecocardiograma de alta probabilidade, o exame confirmatório é obrigatório para definir o diagnóstico e a classificação hemodinâmica.

Tema central: Confirmação diagnóstica da hipertensão pulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque iniciar sildenafil empiricamente antes da confirmação hemodinâmica contraria o critério decisivo da questão. Terapia específica para PAH não deve ser instituída apenas com ecocardiograma sugestivo, já que o eco não confirma o diagnóstico nem distingue os perfis hemodinâmicos necessários para classificar corretamente a hipertensão pulmonar.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o ecocardiograma, mesmo com alta probabilidade, não confirma o diagnóstico nem define o perfil hemodinâmico. A confirmação diagnóstica e a diferenciação hemodinâmica dependem do cateterismo cardíaco direito, que mede parâmetros invasivos necessários para confirmar hipertensão pulmonar e orientar sua classificação. Na esclerodermia com dispneia não explicada após avaliação não invasiva, a ESC/ERS 2022 recomenda essa confirmação em centro especializado.
C
Errada
Está errada porque BNP e repetição do ecocardiograma em 6 meses não substituem a etapa confirmatória obrigatória quando já existe alta probabilidade ecocardiográfica em paciente sintomática e de alto risco. Esse raciocínio serviria para rastreamento ou seguimento, não para postergar a confirmação invasiva em quadro clinicamente relevante.
D
Errada
Está errada porque o teste de caminhada de 6 minutos avalia capacidade funcional e tem papel complementar, mas não confirma hipertensão pulmonar e não fornece a definição hemodinâmica necessária. Portanto, não pode ser o próximo passo obrigatório diante de suspeita forte ao ecocardiograma.
E
Errada
Está errada porque não se diagnostica hipertensão pulmonar grupo 1 apenas com ecocardiograma. A associação entre esclerodermia e PAH aumenta a suspeita, e a TCAR sem doença intersticial significativa enfraquece grupo 3, mas isso não autoriza fechar diagnóstico etiológico sem cateterismo cardíaco direito e sem a definição hemodinâmica correspondente.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame de triagem/probabilidade e exame confirmatório: ecocardiograma sugere hipertensão pulmonar, mas não confirma nem permite classificar como grupo 1 ou iniciar tratamento específico.
Dica para questões semelhantes
  • Em hipertensão pulmonar, memorize a sequência da ESC/ERS 2022: suspeita, ecocardiograma e confirmação por cateterismo cardíaco direito.
  • Ecocardiograma alto risco não fecha diagnóstico; ele apenas indica que a investigação deve avançar para confirmação hemodinâmica.
  • Em esclerodermia com dispneia inexplicada e suspeita forte de hipertensão pulmonar, não troque confirmação invasiva por exames de seguimento ou avaliação funcional.
  • Ausência de doença intersticial significativa reduz uma hipótese etiológica, mas não autoriza classificar PAH sem cateterismo.

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