“A internet, mesmo sendo plural, não tem POR QUE se tornar ...

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Q412028 Português
                       Internet e a importância da imprensa

       Este artigo não é sobre a pornografia no mundo virtual nem tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem o relacionamento humano. Trata de um dos aspectos mais festejados da internet: o empowerment (“empoderamento”, fortalecimento) do cidadão proporcionado pela grande rede.
       É a primeira vez na História em que todos, ou quase todos, podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que quiserem na internet. De forma instantânea, o que cada um publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, inimaginável décadas atrás, vem modificando as relações sociais e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na rede, etc. Há um novo cenário democrático mais aberto, mais participativo, mais livre.
       E o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de conexão com outras pessoas tem provocado um novo fenômeno social. Com a internet, não é mais necessário conviver (e conversar) com pessoas que pensam de forma diferente. Com enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a mim, por mais minoritária que seja a minha posição.
       O risco está em que é muito fácil aderir ao seu clube” e, por comodidade, quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é infrequente que dentro dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um processo que desemboca no fanatismo e no extremismo.
       Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, o ativismo na internet nem sempre tem enriquecido o debate público. O empowerment digital é frequentemente utilizado apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para se configurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim...
       A internet, como espaço de liberdade, não garante por si só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base comum para o debate.
       Evidencia-se, aqui, um ponto importante. A internet não substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos guetos põe em destaque o papel da imprensa no jogo democrático. Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante moderador do debate público. Aquilo que muitos poderiam ver como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um espaço de discussão num contexto de civilidade democrática, no qual o outro lado também é ouvido.
       A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós temos muitos condicionantes, que configuram o nosso modo de ver o mundo. Sozinhos, nunca somos totalmente isentos, temos sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o futuro da mídia, aí está um dos grandes diferenciais de um jornal em relação ao que simplesmente é publicado na rede.
       Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam-se mutuamente, o que é benéfico a todos. No entanto, seria um empobrecimento democrático para um país se a primeira página de um jornal fosse simplesmente o reflexo da audiência virtual da noite anterior. Nunca foi tão necessária uma ponderação serena e coletiva do que será manchete no dia seguinte.
       O perigo da internet não está propriamente nela. O risco é considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos devam seguir a sua mesma lógica, predominantemente quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tem por que se tornar um monopólio.

                                       (CAVALCANTI, N. da Rocha. Jornal “O Estado de S. Paulo”, 12/05/14, com adaptações.)


“A internet, mesmo sendo plural, não tem POR QUE se tornar um monopólio.” (§ 10)

Na frase acima, o termo em destaque está corretamente grafado, com os elementos separados. Considerando-se que, de acordo com o contexto, o referido termo pode apresentar diferentes formas de grafia, pode-se afirmar que, das frases abaixo, a única correta é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: O assunto principal é o uso correto das formas “por que”, “por quê”, “porque” e “porquê”, um dos tópicos que mais geram dúvidas em concursos e exigem atenção à norma culta. Dominar esse conteúdo é fundamental, sobretudo em provas bem elaboradas, como para Engenheiro eletricista.

Alternativa correta: D“As razões por que a imprensa condenou o político não foram esclarecidas.”

Justificativa: Neste contexto, “por que” (separado e sem acento) funciona como pronome relativo, podendo ser substituído por “pelas quais”: As razões pelas quais a imprensa condenou o político... – exatamente como preconiza a norma-padrão (Bechara, Cunha & Cintra). Portanto, a construção está em plena conformidade com a regra.

Por que as outras alternativas estão erradas?

A) “por que” separado e sem acento foi usado incorretamente. O adequado seria “porque”, a conjunção causal (“A imprensa condenou o político porque este teria agido de forma antiética”).

B) “porquê” (junto e com acento) é um substantivo, devendo estar acompanhado de artigo ou pronome (ex.: “o porquê”). O correto aqui é “por que” (“Já se sabe por que a imprensa condenou...”, ou seja, por qual motivo).

C) “Por quê” (separado e com acento) só deve ser utilizado em final de frase ou antes de pontuação (exemplo: “Você não veio, por quê?”). Em início de frase, a forma correta é “Por que a imprensa condenou...”

E) “Porque” (junto, sem acento) é conjunção, mas nesta frase deve-se usar “por que” (“É importante saber por que a imprensa condenou...”, ou seja, o motivo, a razão).

Estratégias para provas:

  • Ao encontrar um “por que”, tente substituí-lo por “pelo qual” ou “por qual motivo” (se fizer sentido, está correto!).
  • “Porque” junto só para explicações ou causas.
  • “Por quê” com acento apenas em final de oração.
  • “Porquê” só substantivado e com determinante (“o”, “um”, etc.).

Dominar essas distinções evita pegadinhas frequentes em concursos! Segundo Nova Gramática do Português Contemporâneo, “o correto emprego dessas formas é indicador de boa formação linguística”.

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COMO USAR


Por que

Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.

Exemplo: Por que você não aceitou o convite? Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.

Por quê
Nos finais de frases. Exemplo: Por quê? Você sabe bem por quê.

Porque
Quando corresponder a uma explicação ou a uma causa. Exemplo: “Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.

Porquê
Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. Exemplo: Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.

creio que seja esta as respostas das outras serem erradas.. ALGUEM ME CORRIGE?
A imprensa condenou o político por que este teria agido de forma antiética. 

Já se sabe porquê a imprensa condenou o político.

Por quê a imprensa condenou o político?

As razões por que a imprensa condenou o político não foram esclarecidas.

É importante saber porque a imprensa condenou o político.

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Por que (pergunta) a imprensa condenou o político?
A imprensa condenou o político porque(explicação) este teria agido de forma antiética.
Já se sabe por que (motivo/razão) a imprensa condenou o político.
As razões por que (motivo/razão)   a imprensa condenou o político não foram esclarecidas.
É importante saber por que ( o motivo/razão) a imprensa condenou o político.


  • Questão: Letra D
  • a) A imprensa condenou o político porque este teria agido de forma antiética.
  • b) Já se sabe por que a imprensa condenou o político.
  • c) Por que a imprensa condenou o político?
  • d) As razões por que a imprensa condenou o político não foram esclarecidas.
  • e) É importante saber por que a imprensa condenou o político.

a) Deveria ser usado o porque. Motivo: deseja-se expressar uma explicação.

b) Deveria ser usado o porque. Motivo: deseja-se expressar uma justificativa.

c) Deveria ser usado o por que, já que o por quê é usado somente no final de frases interrogativas diretas ou indiretas.

d) O por que, além de ser usado em interrogativas diretas e indiretas, também é usado quando pode substitui a preposição pelo(a) que.

e) Deveria ser usado o por que. Motivo: frase interrogativa indireta.

A) ERRADO.O correto seria PORQUE, basta você substituir pela palavra "pois".

B) ERRADO. O correto seria POR QUE, basta você substituir por "por qual razão"

C) ERRADO. O correto seria POR QUE, basta você substituir por "por qual razão"

D) CORRETO. basta você substituir por "por qual"

E) ERRADO. O correto seria POR QUE, basta você substituir por "por qual razão"

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