No fim de 2025, foi sancionada lei que ampliou a isenção do...
Gabarito comentado
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Essa questão demanda conhecimentos sobre o tema: Crédito tributário.
Abaixo, iremos justificar cada uma das assertivas:
A) A ampliação da isenção manteve inalterada a tributação sobre rendas altas e concentrou o impacto fiscal em aumento do déficit primário, afastando mudanças estruturais na progressividade.
Falso, pois há mudanças para as maiores rendas.
Lei 15.270/25. Art. 16-A. A partir do exercício de 2027, ano-calendário de 2026, a pessoa física cuja soma de todos os rendimentos recebidos no ano-calendário seja superior a R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) fica sujeita à tributação mínima do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas, nos termos deste artigo.
B) O novo patamar de isenção buscou reforçar o caráter progressivo do Imposto
de Renda ao aliviar fortemente a tributação sobre rendas até cinco mil reais e
associar o benefício à majoração relativa da carga nas faixas superiores.
Correto. Exatamente o que aconteceu, afinal, “quem pode mais, paga mais”.
C) A Lei estabeleceu isenção universal para qualquer pessoa física residente,
independentemente do valor do rendimento, tornando o Imposto de Renda tributo
residual voltado prioritariamente a aplicações financeiras.
Falso, pois não houve esse tipo de alteração.
D) Passou a valer, em 1º de janeiro, a nova legislação que isenta de Imposto de
Renda (IR) trabalhadores que recebem até R$ 5.000,00, por mês e ainda garante
descontos progressivos para quem ganha entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 mensais.
Correta.
E) A alteração substituiu gradualmente tributos sobre consumo, como ICMS e ISS,
por arrecadação concentrada no Imposto de Renda, por meio de forte elevação de
alíquotas efetivas nas faixas intermediárias.
Falso, pois a mudança legislativa não impacta esse tipo de tributo.
Gabarito do professor: Anulada por conter 2 assertivas corretas (letra B e D).
Gabarito da Banca: Letra D.
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Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
A — Incorreta
A reforma não manteve inalterada a tributação sobre altas rendas. Pelo contrário, criou uma alíquota mínima progressiva para quem ganha acima de R$ 600 mil ao ano, chegando a 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão.
B — CORRETA
A ampliação da isenção até R$ 5.000 e os descontos até R$ 7.350 reforçam a progressividade, pois reduzem a carga sobre rendas baixas e médias enquanto aumentam a tributação relativa das rendas altas. Esse é exatamente o objetivo declarado da lei: reduzir desigualdades e melhorar a distribuição de renda.
C — Incorreta
A lei não criou isenção universal. A isenção é limitada a rendimentos até R$ 5.000 mensais; acima disso, há descontos parciais até R$ 7.350, e tributação normal para rendas superiores.
D — Incorreta - Item dado como certo pela banca ou pelo QC.
Embora descreva corretamente parte das regras, não responde ao que a questão pede: o desenho distributivo. A alternativa apenas relata vigência e faixas, sem tratar da lógica de progressividade.
E — Incorreta
A reforma não substitui tributos sobre consumo por IR. ICMS, ISS, IBS e CBS continuam existindo. A mudança é exclusivamente no IRPF.
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