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Q2067840 Medicina
Menino de 6 anos sofreu uma injúria cervical do tipo “clothesline” (trauma fechado, brusco, contusão) enquanto andava de bicicleta. Após uma hora do trauma veio ao pronto-socorro com hemoptise em pequena quantidade e rouquidão. Seu tratamento seria: 
Alternativas

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Tema central: O caso aborda trauma cervical fechado em criança, com ênfase no risco de lesão de vias aéreas superiores. Os sintomas de hemoptise e rouquidão indicam possível lesão laríngea ou traqueal.

Raciocínio clínico: Após trauma cervical, mesmo sintomas considerados “menores” (como hemoptise e disfonia) podem esconder lesões graves, devido à anatomia delicada da via aérea pediátrica e risco aumentado de edema progressivo, podendo evoluir para obstrução súbita.

Alternativa correta (D): Laringoscopia direta e observação por 12 horas é a conduta indicada. A laringoscopia direta (preferencialmente flexível) permite avaliação objetiva da integridade laríngea e traqueal. A observação prolongada (mínimo de 12h) é mandatório para monitorar complicações tardias, como edema laríngeo, hematoma ou agravamento da via aérea. Segundo protocolos reconhecidos (UpToDate, NYSORA), “todos os pacientes sintomáticos após trauma cervical devem ser submetidos à avaliação endoscópica e observação hospitalar.”

Crítica das alternativas incorretas:

A) Corticóide EV e alta hospitalar: Não basta apenas reduzir inflamação; sem investigação laringoscópica, lesões graves podem passar despercebidas. Alta precoce compromete a segurança.

B) Infusão de cristalóides e provável intubação: Intubação cega pode agravar lesão laríngea! Deve-se intubar apenas se há sinais de insuficiência respiratória e, preferencialmente, sob visão direta endoscópica.

C) Observação por 3 horas e alta: Curto demais. O edema laríngeo pode progredir tardiamente, tornando a alta prematura risco potencial à vida.

Estratégia para provas: Fique atento a sintomas “leves” pós-trauma cervical. Sempre questione se há investigação da via aérea e tempo adequado de observação. “Alta precoce”, “apenas sintomáticos” ou “sem exame direto” são condutas inadequadas em questões de trauma de via aérea!

Referências: Protocolos de trauma das vias aéreas (UpToDate), recomendações em literatura clássica como Sabiston – Tratado de Cirurgia, e Harrison’s Principles of Internal Medicine (edição 20, capítulo de trauma de via aérea).

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D, que consiste em realizar uma laringoscopia direta e observar o paciente por 12 horas. A injúria cervical do tipo “clothesline” pode causar danos à traqueia e laringe, o que pode levar a rouquidão e hemoptise. É importante fazer uma avaliação cuidadosa da via aérea do paciente, por isso a laringoscopia direta é indicada. Além disso, a observação por 12 horas é necessária para monitorar a evolução dos sintomas e verificar se há necessidade de outros procedimentos ou tratamentos. As outras alternativas não são indicadas, já que o corticóide endovenoso e a infusão de cristalóides não tratam diretamente as lesões na traqueia e laringe, enquanto a observação por apenas 3 horas pode ser insuficiente para detectar complicações.

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