Um homem de 62 anos, diagnosticado com carcinoma de próstat...
Gabarito comentado
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Tema Central: A questão aborda a abordagem ultrassonográfica no acompanhamento do câncer de próstata, destacando a importância do uso do ultrassom transretal com Doppler e da integração entre clínica, exames prévios e trabalho multidisciplinar em oncologia.
Justificativa da Alternativa Correta (B): Associar a ultrassonografia transretal (TRUS) à análise criteriosa dos contornos e da vascularização prostática via Doppler, correlacionando os achados ao histórico e aos exames prévios, fundamenta-se nos principais protocolos, como nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU):
“Não há indicação de utilizar o valor do antígeno prostático específico isoladamente para diagnóstico e seguimento do paciente com suspeita clínica de câncer de próstata.” (SBU, Câncer de Próstata: Diagnóstico, p. 8).
Por quê? A TRUS com Doppler confere maior sensibilidade à detecção de recidivas locais e alteração na vascularização tumoral, além de possibilitar a avaliação mais precisa da anatomia prostática. O correlação clínica e laboratorial potencializa o valor do exame, tornando a assistência mais segura e personalizada. A discussão das condutas junto à equipe oncológica reflete a melhor prática assistencial, conforme as diretrizes modernas e literatura de referência (Campbell-Walsh, UpToDate).
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Inadequada porque restringe a avaliação a um exame isolado, sem integração clínica ou comparação com exames prévios. Tal conduta fragmentada pode levar a erros na monitorização da progressão tumoral.
C) Errada conceitualmente, pois descarta a relevância do rastreio de recorrência em pacientes com PSA elevado, ignorando o papel do ultrassom no pós-tratamento.
D) Equivocada, ao afirmar que a evolução é rara após o tratamento e sugerir seguimento bianual apenas, sem embasamento em protocolos conhecidos, os quais indicam vigilância ativa criteriosa.
Estratégia para a Prova: Busque termos como “correlação clínica”, “multidisciplinaridade” e “análise evolutiva” nas alternativas, pois refletem condutas mais seguras e modernas. Cuidado com enunciados que propõem condutas isoladas, excesso de confiança em exames únicos ou minimizam a vigilância oncológica.
Recado final: Integrar imagem, história clínica e discussão multidisciplinar é a chave para o acompanhamento eficaz do câncer prostático, como explicitam diretrizes atuais e obras como Campbell-Walsh Urology.
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