Um paciente com câncer pancreático metastático, em está...
Com base nessa situação hipotética e considerando as características técnicas e as indicações clínicas para o bloqueio e a neurólise do plexo celíaco, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo da dor visceral intensa em paciente oncológico (câncer pancreático metastático), com foco nos procedimentos de bloqueio e neurólise do plexo celíaco. Entender a fisiopatologia da dor visceral e as indicações/interpretações dos procedimentos intervencionistas é essencial nessa situação.
Justificativa para a alternativa correta (E): O bloqueio do plexo celíaco pode ser influenciado pela anatomia tumoral, especialmente em lesões volumosas ou infiltrativas, como comumente se observa no câncer de pâncreas avançado. Segundo o Manual de Cuidados Paliativos Oncológicos do INCA (p. 78): “Nos casos em que a dor persiste, abordagens mais profundas, bilaterais ou adaptadas à anatomia tumoral podem ser necessárias.” Ou seja, a falha do bloqueio inicial nem sempre indica ineficácia absoluta, mas pode exigir técnicas mais complexas de neurólise para contornar distorções anatômicas causadas pelo tumor.
Esta abordagem está fortemente respaldada na literatura, especialmente em publicações como “Tratamento da Dor Abdominal de Origem Neoplásica” da Revista Brasileira de Cancerologia, que reforça que a escolha e extensão da técnica deve considerar o perfil anatômico do paciente, ajustando o procedimento para obter melhor analgesia.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Embora seja correto que o bloqueio com anestésico local serve de teste para a neurólise, a alternativa falha ao afirmar que a neurólise causa interrupção irreversível das vias nociceptivas simpáticas obrigatoriamente por meses a anos. O efeito pode ser variável, dependendo da progressão tumoral e da extensão anatômica.
B) Não há preferência documentada do fenol sobre o álcool em pacientes com insuficiência hepática; ambos podem ser hepatotóxicos. A escolha depende mais da experiência do médico e do perfil do paciente do que de teorias sobre “redução do risco sistêmico”.
C) A falha no bloqueio não exclui dor visceral; pode refletir variações anatômicas, técnica inadequada ou necessidade de abordagem diferente. A neurólise pode ser indicada mesmo após bloqueio diagnóstico ineficaz, desde que a natureza visceral da dor seja confirmada clinicamente.
D) A neurólise não se destina apenas a “resistentes a opioides”, nem seu efeito é interromper vias somáticas; atua principalmente em vias autonômicas (simpáticas) do plexo celíaco, sendo bastante específica para dor visceral.
Dica para provas: Atenção a palavras absolutas (“apenas”, “exclusivamente”) e generalizações sobre mecanismos! Analise sempre se explicações consideram individualização do paciente e variabilidade anatômica.
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