A doença renal policística autossômica dominante (DRPA é um...
De acordo com Diretrizes de Prática Clínica KDIGO 2025 para Avaliação, Gerenciamento e Tratamento da Doença Renal Policística Autosômica Dominante (DRPAD), assinale a alternativa correta.
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Tema Central: A questão aborda o manejo clínico e terapêutico da Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD), patologia genética prevalente, relevante para o nefrologista e geralmente responsável por uma significativa parcela de pacientes em terapia renal substitutiva.
Justificativa da Alternativa Correta (D):
Segundo as Diretrizes Clínicas KDIGO 2025 para DRPAD: “O tolvaptano é indicado para adultos com DRPAD que apresentam risco de progressão rápida da doença, inclusive aqueles com TFGe ≥ 25 mL/min/1,73m².” O uso do tolvaptano, um antagonista do receptor V2 da vasopressina, visa retardar o crescimento dos cistos e a perda da função renal, devendo ser considerado após avaliação prognóstica individualizada. Essa indicação é baseada em estudos clínicos robustos que evidenciam o benefício do medicamento nesse perfil de paciente.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Errada. A triagem inicial para DRPAD é feita primordialmente por ultrassonografia abdominal, exame mais acessível, seguro e sem radiação. Tomografia ou ressonância são reservadas para casos específicos ou dúvidas diagnósticas, não sendo a primeira escolha segundo as principais diretrizes (KDIGO 2025, página 6).
B) Errada. Resultados genéticos negativos não excluem todas as formas hereditárias da doença, já que existe heterogeneidade genética e limitações técnicas nos testes. Portanto, um resultado negativo ou incerto não é suficiente para descartar a hipótese, especialmente diante de quadro clínico sugestivo.
C) Errada. O principal fator prognóstico para progressão da DRPAD é o sexo masculino, idade precoce ao diagnóstico, hipertensão e tamanho renal aumentado. Sexo feminino isoladamente não é considerado fator de risco relevante segundo as diretrizes KDIGO e UpToDate (2024).
E) Errada. Progesterona e anticoncepcionais hormonais não têm indicação de preferência para mulheres com cistos hepáticos; pelo contrário, há preocupação com o uso de estrogênio em mulheres com envolvimento hepático. O aconselhamento contraceptivo deve ser individualizado e cuidadoso.
Dica de Prova: Atenção para argumentos absolutos (“excluem”, “devem ser usadas primeiro”), pois geralmente escondem pegadinhas em concursos médicos. Reforce sempre o conhecimento das diretrizes atualizadas!
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