Doença renal crônica – distúrbio mineral e ósseo (DRC-DMO) ...
De acordo com conclusões de Doença Renal: Melhorando Resultados Globais (KDIGO) Controvérsias e Conferência, publicado em 2024, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O Distúrbio Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica (DMO-DRC) envolve diversas alterações do metabolismo do cálcio, fósforo, PTH e vitamina D devido à progressão da DRC, afetando ossos e vasos.
Alternativa Correta: E
Para a mineralização óssea, a elevação da fosfatase alcalina específica do osso é fundamental no diagnóstico de osteomalácia, sobretudo em quadros de deficiência de vitamina D, hipocalcemia e hipofosfatemia. Em pacientes com DRC, a incapacidade de mineralizar a matriz óssea resulta em aumento da atividade osteoblástica, refletindo-se na elevação da fosfatase alcalina. Segundo o PCDT DMO-DRC do Ministério da Saúde: “A osteomalácia pode ser secundária ao déficit de vitamina D, à hipocalcemia e hipofosfatemia persistentes”. A literatura (ex: Manuais MSD, UpToDate) reforça que o aumento persistente da fosfatase alcalina óssea é marcador sensível dessas situações.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O PTH influencia a remodelação óssea, mas as terapias clássicas de redução do PTH não previnem sozinhas fraturas ou eventos cardiovasculares. O manejo do DMO-DRC exige abordagem multifatorial e atuação sobre outros distúrbios metabólicos (Diretriz KDIGO).
B) Incorreta. O erro está nos “níveis diminuídos de FGF23”. Na DRC, o FGF23 está aumentado e isso está associado a disfunção cardíaca (especialmente hipertrofia ventricular esquerda), não a sua redução.
C) Incorreta. Osteoporose é definida por T-score ≤ -2,5 na DMO por DXA, não ≤ 2,0. Ademais, qualquer fratura por fragilidade confirma o diagnóstico, independentemente da DMO. (Diretrizes SBEM/SBRA).
D) Incorreta. Apesar de o hiperparatireoidismo persistente após transplante ser fator de risco para fraturas, os inibidores de calcineurina (como a ciclosporina) estão mais associados à nefrotoxicidade do que à perda óssea direta.
Dicas de prova: Cuidado com valores de corte (como T-score), relações fisiopatológicas e uso de termos fortes como “suficiente”, “exclusivamente” ou “todos os casos”. Observe se há troca de causa/efeito e se há atualização conforme diretrizes recentes.
Resumo: A alternativa E se destaca por alinhar-se aos conceitos fisiopatológicos e às recomendações oficiais sobre DMO-DRC.
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