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Q3366283 Medicina
Mulher, 25 anos, doença renal crônica (biópsia renal: glomerulopatia em cronificação) é transplantada renal há 2 anos; doador falecido. Em uso regular de tacrolimo, micofenolato sódico e prednisona. Em consulta de rotina, refere que acabou de se casar e pretende engravidar.
Exames laboratoriais: creatinina 1,2 mg/dL.
Valores de normalidade: creatinina < 0,9 mg/dL.
Considerando os efeitos da imunossupressão na gestação, a orientação do médico nefrologista deve ser:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda imunossupressão em pacientes transplantadas renais e o planejamento gestacional. É crucial conhecer quais imunossupressores são seguros na gravidez e quais são contraindicados devido ao risco de teratogenicidade.

Análise clínica: A paciente apresenta função renal estável (creatinina 1,2 mg/dL) e não relata complicações agudas, o que a coloca em situação adequada para planejamento de gravidez. Contudo, está em uso de micofenolato sódico, droga reconhecidamente teratogênica.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “Tacrolimo, ciclosporina, azatioprina e esteroides são considerados seguros durante a gestação.” Já o micofenolato possui alto risco de malformações fetais e abortamento, sendo contraindicado em gestantes e mulheres que pretendem engravidar.

Justificativa para a alternativa correta (D): Substituir o micofenolato por azatioprina é a conduta alinhada às melhores práticas e diretrizes nacionais e internacionais. Azatioprina possui amplo histórico de segurança em gravidez, preservando adequada imunossupressão sem riscos fetais relevantes.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Substituir o micofenolato por inibidor da mTOR: Inibidores da mTOR (ex: sirolimus, everolimus) não apresentam perfil de segurança estabelecido na gestação e podem associar-se a maior risco teratogênico. Contraindicado.

B) Interromper o inibidor de calcineurina: Tacrolimo é seguro na gravidez. Interrompê-lo comprometeria o risco de rejeição do enxerto.

C) Substituir o tacrolimo por inibidor de mTOR: Além de manter o tacrolimo seguro, trocar por mTOR expõe a paciente e o futuro feto a riscos.

E) Interromper o micofenolato e aumentar o corticoide: Não é suficiente apenas aumentar o esteroide para garantir imunossupressão eficaz. A azatioprina é a escolha correta para complementar o esquema seguro.

Resumo estratégico: Em questões de transplante e gestação, atente para fármacos teratogênicos (micofenolato, inibidores da mTOR) e busque sempre esquemas com tacrolimo, azatioprina e prednisona conforme orientam os consensos.

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