A nefropatia por IgA é a glomerulonefrite primária mais pre...
Assinale a alternativa correta em relação à nefropatia por IgA (IgAN).
Gabarito comentado
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Tema central: A Nefropatia por IgA (IgAN) é a glomerulonefrite primária mais frequente no mundo, caracterizada por depósito mesangial de imunocomplexos contendo IgA1 deficiente em galactose. O conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos e critérios clínico-patológicos é crucial para a prática médica e para a resolução de questões em concursos.
Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A está correta porque aborda o quarto “hit” do modelo patogenético aceito para IgAN: a deposição de complexos imunes que contém IgA1 deficiente em galactose no mesângio. Estes imunocomplexos ativam o sistema do complemento (especialmente a via alternativa e via das lectinas), levando a dano inflamatório e lesão glomerular. Esse entendimento está em consonância com a literatura, como explicitado no manual Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., capítulo 338, e é ilustrado em diretrizes internacionais da KDIGO.
Análise das alternativas incorretas:
B) Está incorreta ao afirmar que as células T são centrais na produção de IgA1 anormal. Esse papel é atribuído às células B; as células T podem ter participação indireta, mas a produção de IgA1 deficiente em galactose (Gd-IgA1) é mediada principalmente pelas células B.
C) Apesar de verdadeira quanto à Classificação de Oxford (M1 e E1 são realmente fatores de pior prognóstico), a alternativa não responde de forma direta à patogênese da doença, que era o foco da questão. Atenção: questões podem apresentar alternativas verdadeiras, mas não as melhores respostas para o que se pede!
D) A IgAN ativa as vias alternativa e das lectinas do complemento, mas não há redução significativa de C3 no sangue. O consumo detectado é local, identificável nos depósitos mesangiais, não na circulação.
E) A positividade de autoanticorpos contra IgA1 deficiente em galactose está relacionada à atividade da doença, não à rejeição pós-transplante. Os mecanismos de rejeição são diferentes e envolvem imunidade contra o enxerto, e não contra Gd-IgA1.
Dicas de prova: Atenção ao comando: “em relação à patogênese”. Não confunda mecanismos fisiopatológicos com dados prognósticos ou laboratoriais paralelos. Cuidado também com pegadinhas: termos como “células T” ou “consumo de C3” frequentemente confundem o candidato desatento.
Referência: KDIGO 2021 Guidelines, Harrison’s, Consenso Oxford (Elsevier, 2017).
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