Paciente feminina, 53 anos, DRC de etiologia indeterminada, ...

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Q3366274 Medicina
Paciente feminina, 53 anos, DRC de etiologia indeterminada, em terapia renal de substituição (TRS) há 5 anos (diálise peritoneal por 2 anos, convertida para hemodiálise por má adequação). Antecedente de 2 gestações normais. Submetida a 3 tentativas de confecção de fístula arteriovenosa, sem sucesso, 2 próteses vasculares perdidas por trombose, vários cateteres temporários disfuncionantes e, atualmente, encontra-se com cateter de longa permanência, em jugular interna esquerda, tendo iniciado anticoagulante oral pelas tromboses recorrentes. A angiotomografia demonstrou trombose de cava superior parcialmente canalizada, veia cava inferior, veias ilíacas e femorais pérvias.
Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda falência de acesso vascular em paciente em diálise e os critérios para priorização em lista de transplante renal no Brasil.

Conforme a Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017, a priorização na lista de transplante renal destina-se a pacientes com falência completa, definitiva e comprovada de todos os acessos vasculares para hemodiálise. Isso significa que pacientes com veias femorais pérvias ainda não atendem ao critério para prioridade. O transplante é reservado como última alternativa, quando não há possibilidade de seguir em diálise em função da ausência real de acesso vascular.

Justificativa da alternativa correta (B): A paciente, apesar de diversas tentativas frustradas de acesso (fístulas, próteses, cateteres), permanece com veias cava inferior, ilíacas e femorais pérvias. Portanto, não se enquadra no critério para priorização em transplante renal, pois ainda possui acessos disponíveis, mesmo que menos desejáveis. Essa análise deve ser reforçada em provas práticas, destacando sempre exame por exames de imagem e parecer da equipe de acesso vascular.

Análise das alternativas incorretas:

A) O uso de anticoagulante oral NÃO contraindica o transplante renal. Anticoagulantes podem ser utilizados no perioperatório e são habituais em pacientes nefrológicos com trombose prévia.

C) A elucidação da trombofilia não é imperativa para viabilizar o transplante. O diagnóstico de trombofilia auxilia no manejo, mas não é critério impeditivo, segundo protocolos clássicos (UpToDate; Sociedade Brasileira de Nefrologia).

D) O Teste de Equilíbrio Peritoneal (PET) avalia adequação do dialisato na diálise peritoneal, mas não interfere em critérios de priorização de transplante.

E) A priorização se restringe à falência total de todos os acessos. Neste caso, há possibilidade real de acesso via veias femorais.

Dica de prova: Atenção à palavras-chave como "todos os acessos esgotados" e análise de exames de imagem. Fique atento para não confundir falência parcial com absoluta.

Referência: “No Brasil, a priorização de transplante renal por falência de acesso só se justifica com abordagem de todos os acessos possíveis, incluindo femorais.” (Portaria GM/MS nº 4/2017, SBN, UpToDate).

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