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Q1069616 Medicina
Um paciente foi admitido no pronto‐socorro com história de IAM com supradesnivelamento de ST há quatro meses. Foi submetido à angioplastia primária com colocação de stent farmacológico em descendente anterior e encontra‐se em uso de AAS e clopidogrel, sem manifestações hemorrágicas e com contagem de plaquetas de 40.000 µL.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta acerca da manutenção ou suspensão dos antiagregantes plaquetários em uso e da necessidade de internação.
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Tema central: Esta questão aborda a conduta diante de trombocitopenia significativa em paciente com terapia antiplaquetária dupla (TAD) após implante de stent farmacológico, ressaltando o equilíbrio entre risco de sangramento e trombose de stent.

Justificativa da alternativa correta (C):

O paciente encontra-se em uso de AAS + clopidogrel há 4 meses após IAM com stent farmacológico e apresenta plaquetopenia importante (40.000/μL), porém assintomático do ponto de vista hemorrágico.

Segundo o Protocolo Clínico de Síndrome Coronariana Aguda do Ministério da Saúde:

"Uso de terapia antiplaquetária dupla por 12 meses após o evento agudo, salvo contraindicações (nível de evidência: A)."

No entanto, a trombocitopenia abaixo de 30.000-50.000/μL aumenta consideravelmente o risco de sangramento. Conforme sociedades internacionais de cardiologia e revisão UpToDate, recomenda-se:

  • Manter TAD em pacientes sem sangramento ativo e plaquetas acima de 30.000/μL.
  • Monitorar diariamente a contagem de plaquetas.
  • Suspender TAD apenas se plaquetas < 30.000/μL ou surgimento de sangramento relevante.
  • Internação hospitalar é INDICADA para vigilância rigorosa, dada a combinação de antiplaquetários e alto risco hemorrágico.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Suspender imediatamente ambos os antiplaquetários expõe o paciente ao alto risco de trombose de stent (evento fatal), principalmente com stent farmacológico em tempo inferior a 12 meses.
  • B) Manter dupla terapia sem internação é inadequado devido ao risco elevado: monitoramento ambulatorial não permite intervenção rápida frente a complicações.
  • D) Como na A, suspender ambos os fármacos fora do ambiente hospitalar expõe ao risco de isquemia miocárdica fatal e impede monitorização adequada.
  • E) Suspender apenas o clopidogrel e manter o AAS ainda não elimina o risco de trombose de stent; recomendação atual preconiza suspensão dos antiplaquetários apenas se plaquetas < 30.000/μL.

Dicas para prova: Sempre avalie o tempo de uso do stent e o risco isquêmico antes de interromper TAD. Internação é mandatória para trombocitopenia significativa em paciente sob risco duplo – trombótico e hemorrágico. Atenção a pegadinhas que sugerem suspensão prematura dos antiplaquetários!

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Neste caso hipotético, o paciente apresenta uma contagem de plaquetas de 40.000 µL, o que é considerado um valor baixo. No entanto, a suspensão imediata do AAS e do clopidogrel não é a conduta correta, uma vez que estes medicamentos são utilizados para prevenir a formação de coágulos sanguíneos e reduzir o risco de eventos cardiovasculares. A alternativa correta é a C: manter AAS e clopidogrel, internação hospitalar, realizar contagem de plaquetas diariamente e suspender apenas se plaquetas <30.000 µL. A internação e a contagem diária de plaquetas são necessárias para monitorar o risco de sangramento, mas a suspensão dos antiagregantes plaquetários só deve ser realizada se a contagem de plaquetas atingir valores muito baixos (abaixo de 30.000 µL).

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