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INSTRUÇÃO: Considere o caso clínico a seguir para responder à questão.
Landulfo, com 60 anos de idade, procura atendimento médico devido a uma dor torácica anterior que vem se desenvolvendo gradualmente ao longo dos últimos seis meses. Ele relata um histórico significativo de tabagismo, com um consumo de cerca de 80 maços por ano, ao longo de sua vida. Durante uma avaliação inicial, é realizada uma tomografia computadorizada (TC) do tórax, que revela a presença de uma massa esternal direita medindo aproximadamente 4 cm de diâmetro. Diante dessa descoberta, o paciente é submetido a uma punção transtorácica, e o resultado dessa intervenção revela uma neoplasia maligna.
Nesse cenário clínico, o médico considera diversas possibilidades diagnósticas, mas, dada a correlação entre o tabagismo, a dor torácica progressiva e a presença de uma massa esternal maligna, o diagnóstico mais provável é
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Tema central da questão: Trata-se do diagnóstico diferencial de tumores ósseos esternais em adulto com história de tabagismo e dor torácica progressiva. A análise exige compreender as principais neoplasias ósseas e suas características clínicas.
Justificativa da alternativa correta – C) Plasmocitoma:
O plasmocitoma é uma neoplasia maligna de células plasmáticas, geralmente se apresentando como lesão óssea solitária em adultos com mais de 50 anos de idade. O esterno é um local comum para manifestação dessa doença. O quadro apresentado – dor torácica de evolução insidiosa, massa óssea em paciente idoso com exposição ao tabaco –, junto ao achado de malignidade na biópsia, é típico desse diagnóstico.
Segundo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Mieloma Múltiplo do Ministério da Saúde (p. 12), “plasmocitoma ósseo solitário é caracterizado por uma única lesão óssea documentada por biópsia, sem evidência sistêmica de mieloma múltiplo”. O histórico de tabagismo contribui ao risco de neoplasias hematológicas, incluindo plasmocitoma.
Análise das alternativas incorretas:
A) Osteoma osteoide – Tumor ósseo benigno, acometendo preferencialmente jovens adultos e ossos longos, raramente aparecendo no esterno ou como massa de grandes dimensões.
B) Osteocondroma – Também benigno, manifesta-se tipicamente em jovens, com crescimento lento e assintomático. O esterno é localização rara.
D) Tumor desmoide – Neoplasia de tecido conjuntivo, não ósseo, de comportamento invasivo, mas habitualmente indolor. Não é relacionada à malignidade óssea.
E) Encondroma – Tumor benigno originado da cartilagem, afeta mãos e pés principalmente, e não costuma ser maligno ou volumoso no esterno.
Estratégias de prova: Atente para características epidemiológicas (idade, localização) e achados de malignidade (histopatológico), elementos essenciais do raciocínio clínico em oncologia óssea. Evite a armadilha de optar por alternativas benignas diante de quadro sugestivo de neoplasia maligna.
Referências fundamentais: Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.) e protocolos do Ministério da Saúde reforçam o critério de diagnóstico para plasmocitoma ósseo em paciente idoso, com massa óssea e confirmação histológica de malignidade.
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