Considere um recém-nascido (RN) de parto normal, AIG, APGAR...
Considere um recém-nascido (RN) de parto normal, AIG, APGAR 8 e 9 no primeiro e no quinto minutos, respectivamente. Mãe com história de ter apresentado VDRL positivo (1/32) no segundo trimestre de gestação. Recebeu tratamento com penicilina G benzatina (2.400.000 UI); tratamento também extensivo ao companheiro. Último controle de VDRL, realizado no 3.º trimestre de gestação, foi de 1/8. Ao exame físico, não foram identificadas alterações, e VDRL colhido de sangue periférico do RN foi de 1/2. Nessa situação, a conduta correta para esse RN é
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Tema central: A questão aborda manejo do recém-nascido (RN) exposto à sífilis materna, enfatizando as condutas diante de um VDRL materno previamente elevado, tratado e com queda de títulos, associado a um RN assintomático e VDRL reagente. Entender essas condutas é essencial para evitar diagnósticos tardios de sífilis congênita.
Justificativa da alternativa correta (B):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (Ministério da Saúde, 2023): mesmo com tratamento materno adequado e resposta sorológica (queda de título), o RN deve ser avaliado com exames complementares (radiografia de ossos longos, exame do LCR e hemograma). Destaque para o trecho: “A avaliação laboratorial é fundamental em todo recém-nascido cuja mãe teve sífilis durante a gestação, independentemente do aspecto clínico ao nascimento”. Estes exames visam rastrear sinais subclínicos ou lesões típicas da sífilis congênita, mesmo em RNs sem manifestação clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) liberar para seguimento ambulatorial: Inadequado, pois subestima risco de infecção congênita subclínica, contrariando protocolos nacionais.
C) tratar com penicilina G benzatina – 50.000 UI/kg: Esta conduta está reservada para casos específicos (ex: exposição com VDRL materno muito baixo e outros critérios), o que não é o caso do enunciado.
D) liberar e repetir VDRL com 6 meses: Repetição isolada do VDRL é insuficiente sem avaliação laboratorial inicial e pode atrasar diagnóstico.
E) fundo de olho, ecografia transfontanela: Exames complementares úteis para casos suspeitos, mas não substituem LCR, radiografia de ossos longos ou hemograma, que são recomendados como rastreio inicial.
Dica extra:
Em bancas de concurso, atente para detalhes: títulos do VDRL materno e do RN, tratamento do parceiro e ausência de sinais no RN. Sutilezas como essas frequentemente definem a conduta recomendada.
Portanto, a alternativa correta é a B, conforme protocolos do Ministério da Saúde e evidências científicas atuais (por exemplo, UpToDate e SBP).
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