Os microarrays, para investigação de microdeleções e microdu...
Os microarrays, para investigação de microdeleções e microduplicações, são uma importante ferramenta na investigação de doenças genéticas. Foram incluídos na linha de cuidados para pessoas com doenças raras, sendo prevista sua disponibilização nos centros de referência.
Em relação aos microarrays, assinale a opção que apresenta a melhor indicação clínica para o exame.
Gabarito comentado
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Tema central: O cerne desta questão está na aplicação clínica dos microarrays na investigação de doenças genéticas, especialmente no contexto da avaliação de múltiplas anomalias congênitas. Os microarrays permitem a detecção de variações no número de cópias de segmentos genômicos (microdeleções e microduplicações) que frequentemente passam despercebidas em métodos citogenéticos convencionais, auxiliando no diagnóstico etiológico de quadros complexos.
Justificativa da alternativa correta (E):
Malformações congênitas múltiplas representam uma das indicações prioritárias para a realização de microarray. Quando um paciente apresenta duas ou mais malformações não relacionadas, particularmente sem diagnóstico sindrômico claro, a investigação pelo microarray é recomendada para apontar microdeleções/microduplicações patogênicas. Segundo a literatura médica (UpToDate, 2024) e diretrizes internacionais, o microarray é a primeira linha na avaliação etiológica de anomalias congênitas múltiplas ou deficiência intelectual inexplicada. O próprio Ministério da Saúde, na linha de cuidados às doenças raras, recomenda a incorporação destes exames em centros de referência para aprimorar o diagnóstico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Displasias esqueléticas: Costumam ser decorrentes de mutações pontuais em genes do colágeno ou da matriz extracelular, melhor detectáveis por sequenciamento gênico específico.
B) Erros metabólicos: Exigem inicialmente investigação bioquímica (como GAS, lactato, aminoácidos), e sequenciamento é prioritário apenas se necessário. O uso do microarray é pouco contributivo neste contexto.
C) Mosaicismos de baixo grau: O microarray tem baixa sensibilidade (especialmente abaixo de 10-20% de células alteradas). FISH ou NGS profundo são preferíveis.
D) Distúrbios do movimento tipo distonia: Frequentemente originados por mutações em genes únicos ou expansões repetitivas, não detectáveis por microarrays convencionais.
Estrategista para provas: Fique atento à relação entre tecnologia e utilidade clínica: quando o enunciado traz “microdeleções e microduplicações” ou “múltiplas malformações”, pense em microarrays. Já para mutações pontuais ou condições metabólicas específicas, lembre-se do sequenciamento gênico.
Evidências e diretrizes: Conforme o UpToDate e o Ministério da Saúde: “A análise cromossômica por microarray é considerada o exame de escolha para investigação de anomalias congênitas múltiplas ou deficiência intelectual de causa não determinada.” (PCDT Doenças Raras, 2022).
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