Após quanto tempo mínimo da intervenção coronária percutâne...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo perioperatório após intervenção coronária percutânea (ICP) em doença arterial coronariana crônica, com decisão sobre quando realizar cirurgia não cardíaca eletiva suspendendo clopidogrel 5 dias antes e mantendo AAS.
Alternativa correta: A – Um mês.
Justificativa: Em pacientes com DAC crônica submetidos a ICP (especialmente com stents farmacológicos contemporâneos), é aceitável realizar cirurgia não cardíaca eletiva após ≥ 1 mês, desde que já tenha sido completado ao menos 1 mês de dupla antiagregação e que se possa interromper o clopidogrel por 5 dias mantendo-se o AAS. Esta conduta é Classe IIb (pode ser considerada) nas Diretrizes ESC 2022 para Cirurgia Não Cardíaca, quando o adiamento adicional não é viável e o risco de trombose do stent é baixo (ICP não complicada, boa expansibilidade do stent, paciente estável). A suspensão por 5 dias permite a recuperação da função plaquetária; o AAS é mantido para reduzir risco de trombose do stent.
Dica de prova: As palavras-chave “DAC crônica”, “eletiva”, “suspender clopidogrel 5 dias”, “manter AAS” e “Classe IIb” apontam para o tempo mínimo aceitável de 1 mês. Não confundir com cenários de Síndrome Coronariana Aguda (geralmente exigem períodos maiores).
Análise das alternativas incorretas:
B – Três meses: é um prazo mais conservador (mais alinhado a recomendações norte-americanas para cirurgias time-sensitive após DES), mas não é o mínimo quando a questão pede Classe IIb; para ESC 2022, 1 mês já pode ser considerado em DAC crônica selecionada.
C – Doze meses: recomendação antiga (era usada com stents de primeira geração ou em ACS). Em DAC crônica com stents modernos, 12 meses não é necessário para cirurgias eletivas de baixo/moderado risco quando se pode manter AAS.
D – Sete dias: muito precoce; interromper DAPT antes de 1 mês aumenta significativamente o risco de trombose de stent, evento com alta mortalidade. Não há respaldo em diretrizes.
E – Seis meses: frequentemente recomendado como intervalo ideal para cirurgia plenamente eletiva, mas a pergunta exige o mínimo aceitável (Classe IIb). Portanto, não é a melhor resposta.
Observações práticas: Se a ICP foi por ACS, se houve complicações do stent, ou se o risco trombótico é alto, prolongue o intervalo (geralmente ≥ 3–6 meses). Considerar “bridging” com cangrelor apenas em casos selecionados de altíssimo risco trombótico.
Referências essenciais: ESC 2022 Guidelines on cardiovascular assessment and management of patients undergoing non-cardiac surgery; ACC/AHA perioperative statements (2014/2024); UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: A – Um mês.
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