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Q3834067 Medicina
Mulher de 58 anos, previamente hígida, chega à emergência por dor torácica intensa de início súbito, irradiada para dorso, descrita como “rasgando”. Encontra-se normotensa, sem déficit neurológico. ECG sem alterações isquêmicas. Ao aplicar o ADD-RS, apresenta 1 ponto por característica da dor ( baixo risco ).

A estratégia diagnóstica inicial mais adequada está indicada na alternativa
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Paciente estável, sem sinais de alto risco imediato, com dor sugestiva de síndrome aórtica aguda e ADD-RS = 1, cenário em que ACC/AHA 2022 e ESC 2024 permitem usar D-dímero como exame inicial para refinar a probabilidade diagnóstica antes da angiotomografia.

Tema central: Síndrome aórtica aguda
Análise das alternativas
A
Errada
A angiotomografia de aorta é exame confirmatório apropriado, mas não é a estratégia inicial mais adequada neste cenário específico. O erro é confundir o exame anatômico definitivo com o primeiro passo do algoritmo. Em paciente estável, sem sinais de alto risco imediato e com ADD-RS não alto, a base afirma que a diretriz aceita D-dímero inicial para refinamento da probabilidade antes da imagem.
B
Errada
O ecocardiograma transtorácico seriado isolado está errado porque não tem sensibilidade suficiente para excluir dissecção de aorta. Ele pode ajudar em situações como instabilidade, derrame pericárdico, insuficiência aórtica ou suspeita de acometimento proximal, mas não substitui a estratégia validada de ADD-RS combinado ao D-dímero nem a imagem definitiva quando indicada.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o D-dímero tem papel de teste inicial de exclusão quando a suspeita de síndrome aórtica aguda existe, mas a probabilidade clínica não é alta. Este é exatamente o cenário descrito: quadro semiológico sugestivo, porém paciente estável e com ADD-RS = 1. Pela estratégia validada nas diretrizes citadas na base, D-dímero não elevado torna a síndrome aórtica aguda improvável; se vier elevado, a próxima etapa é imagem definitiva. Portanto, ele não confirma a doença, mas é o exame inicial apropriado para refinar a probabilidade diagnóstica neste contexto.
D
Errada
Observação clínica por 6 horas sem investigação adicional é inadequada porque a paciente tem semiologia compatível com síndrome aórtica aguda, condição potencialmente fatal que exige refinamento diagnóstico objetivo. O erro é tratar como dor torácica inespecífica de baixo risco um quadro em que a hipótese vascular grave permanece plausível.
E
Errada
Alta hospitalar com seguimento ambulatorial é insegura porque o ADD-RS = 1 não exclui síndrome aórtica aguda, e a dor descrita mantém probabilidade diagnóstica relevante. A base é explícita ao afirmar que não é seguro observar ou dar alta sem investigação adicional quando há quadro semiológico sugestivo.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar o quadro típico de dor em rasgo como indicação automática de angiotomografia imediata em qualquer cenário e interpretar ADD-RS = 1 como risco baixo já suficiente para observação ou alta. A pergunta é sobre estratégia diagnóstica inicial em paciente estável com probabilidade não alta, não sobre o exame confirmatório mais definitivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de síndrome aórtica aguda, diferencie sempre exame confirmatório de estratégia inicial baseada em probabilidade clínica.
  • Se o paciente estiver estável e o ADD-RS não for alto, lembre da combinação ADD-RS + D-dímero como via de exclusão diagnóstica.
  • ECG sem isquemia, normotensão e ausência de déficit neurológico não afastam síndrome aórtica aguda.
  • Ecocardiograma transtorácico normal não descarta dissecção de aorta.

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