Em relação ao diagnóstico pré-natal das aneuploidias, há dif...
Em relação ao diagnóstico pré-natal das aneuploidias, há diferentes métodos disponíveis, para rastreio e diagnóstico, com capacidades muito distintas.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre ainda é o teste mais utilizado na população brasileira, muitas vezes isoladamente. Dessa forma, é importante conhecer suas capacidades e limitações.
Em relação à ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, assinale a afirmativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: O tema aborda o rastreamento ultrassonográfico de aneuploidias no primeiro trimestre gestacional, ponto frequente em concursos para médicos e essencial na atenção pré-natal.
Justificativa da alternativa correta (E):
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, especialmente quando associada à dosagem de marcadores bioquímicos maternos, apresenta taxa de falsos positivos em torno de 5% nos protocolos mais atuais. Segundo o "Guia Prático: Diagnóstico de Anomalias Congênitas no Pré-Natal e ao Nascimento", essa metodologia, realizada entre a 11ª e 14ª semanas, oferece sensibilidade elevada para trissomias, mas mantém esse percentual típico de falsos positivos. Essa informação é consistente com revisões sistemáticas (como UpToDate) e a prática clínica recomendada internacionalmente, sendo fundamental reconhecer a limitação preditiva do rastreamento: não confirma nem exclui diagnóstico, apenas estratifica risco.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta: O exame não é altamente específico para síndrome de Down. Sua força está na sensibilidade e capacidade de triagem, não na confirmação diagnóstica (falsos positivos e negativos podem ocorrer).
B) Incorreta: O período recomendado para realização é da 11ª até a 14ª semana, conforme protocolos do Ministério da Saúde e de sociedades médicas. A realização antes de 11 semanas (ex: 10ª semana) pode gerar resultados imprecisos.
C) Incorreta: Embora eficaz para rastreio de algumas trissomias (Down e Edwards), a sensibilidade para Turner é baixa – além disso, Turner não é trissomia, mas monossomia do X.
D) Incorreta: Nenhum resultado de alto risco no rastreio elimina a necessidade de confirmação citogenética (amniocentese ou biópsia de vilo coriônico) para diagnóstico definitivo, independentemente da idade materna.
Estratégias para a prova:
Observe sempre datas-limite dos exames, diferenças entre rastreamento e diagnóstico e, ao identificar porcentagens exatas em alternativas, busque a referência em protocolos oficiais. Cuidado com termos como “altamente específico” e assertivas que sugerem omissão de exames diagnósticos confirmatórios – são “pegadinhas” comuns.
Segundo o "Guia Prático" do Ministério da Saúde (p. 25): “...essa combinação apresenta taxa de falsos positivos de cerca de 5%...”
Resumo:
A alternativa E é correta, pois expressa o índice de falso positivo encontrado no rastreio combinado, alinhado ao respaldo científico e normatizações atuais.
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