Mulher de 84 anos, frágil, com hipertensão, diabetes contro...
Refere urgência intensa, episódios de urgeincontinência, noctúria 3–4x/noite e fluxo enfraquecido. Nega dor. Exame físico: sem prolapso significativo.
Exames:
• EAS: leucocitúria leve, sem bacteriúria significativa.
• RM de pelve (prévia): sem massas, sem bexiga neurogênica estrutural.
• Volume residual pós-miccional: 220 mL.
• Medicamentos em uso: oxibutinina 5 mg 2×/dia, anlodipina, sertralina, metformina.
Na reavaliação, o paciente relata boca seca intensa, confusão episódica ao entardecer e piora da mobilidade desde o início da oxibutinina.
Considerando as evidências específicas para idosos, qual é a melhor conduta?
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A decisão é determinada pela toxicidade anticolinérgica da oxibutinina em idosa frágil e cognitivamente vulnerável, associada a resíduo pós-miccional elevado de 220 mL, o que indica esvaziamento incompleto e torna inadequado intensificar antimuscarínico. Nesse cenário, a melhor conduta é suspender a oxibutinina e optar por mirabegrona, com monitorização do RPM.
- Em idoso com sintomas urinários, sempre avalie o resíduo pós-miccional antes de intensificar antimuscarínico.
- Boca seca, confusão e piora funcional após oxibutinina sugerem toxicidade anticolinérgica.
- Na presença de intolerância ou risco cognitivo, prefira opção sem carga anticolinérgica e monitore o RPM.
- Leucocitúria isolada não deve ser tratada como ITU sem bacteriúria significativa e sem quadro clínico infeccioso.
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