Falar e escrever são processos que exigem condições de prod...
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Interpretação de texto aliada ao conhecimento das diferenças e influências entre as modalidades oral e escrita da língua portuguesa, conforme previsto nos editais para o cargo de Professor – Língua Portuguesa.
Análise da alternativa correta (B):
A alternativa B é a correta pois reconhece que escrever também está ligado ao contexto, assim como o ato de falar. Em situações informais — como mandar um bilhete a um colega —, a linguagem escrita pode ser fortemente marcada por traços da oralidade (uso de expressões coloquiais, frases curtas, marcas de interlocução direta). A norma-padrão pontua que cada modalidade possui características próprias, mas, em contextos específicos, os limites se tornam mais flexíveis (Cunha & Cintra; Bechara).
Segundo Marcuschi, há um contínuo entre oralidade e escrita, e a escrita informal frequentemente incorpora recursos da fala ("Da fala para a escrita").
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta porque reduz a escrita à simples representação fonética da fala e afirma que ambas possuem as mesmas características. Falsa equivalência: escrita e fala têm sistemas diferentes, tanto estruturais quanto sociais.
C) Incorreta pois ignora que crianças, ao iniciar o processo de alfabetização, trazem, sim, marcas da oralidade para a escrita. A aquisição da escrita é processual e permeada pela fala (Rocha Lima).
D) Incorreta porque afirma que não é possível transformar textos orais em escritos, o que contraria a prática escolar: anotações de aulas oralmente proferidas são, justamente, a transposição da oralidade para a escrita.
E) Incorreta ao restringir à escola a função de valorizar apenas a língua padrão escrita, desconsiderando a importância de todas as modalidades e variantes para o desenvolvimento da competência comunicativa (Manual de Redação da Presidência da República, Bechara).
Dica de prova: Atenção a exageros ou generalizações nas alternativas (“apenas”, “sempre”, “nunca”) e a argumentos que contrariam práticas pedagógicas reconhecidas.
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Comentários
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Gab. B
Da mesma forma que na oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que o indivíduo está inserido. Quando mandamos um bilhete na sala de aula para um amigo, por exemplo, certamente, a linguagem utilizada não é a formal, sendo fortemente marcada por traços da oralidade.
A QUESTÃO É GRANDE, MAS NÃO SE DESESPERE! OS ERROS ESTÃO DE VERMELHO E AS PARTES CORRETAS EM AZUL.
A) Na escola, sabe-se que a criança não escreve exatamente como fala. Nesse caso, cabe ao professor procurar mostrar a ela que a escrita representa foneticamente a fala e que tanto uma quanto a outra possuem as mesmas características. Apenas foneticamente, as regras da linguagem oral são as mesmas da linguagem escrita.
B) Da mesma forma que na oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que o indivíduo está inserido. Quando mandamos um bilhete na sala de aula para um amigo, por exemplo, certamente, a linguagem utilizada não é a formal, sendo fortemente marcada por traços da oralidade.
C) Compreendendo que a oralidade e a escrita são modalidades diferentes, na produção textual, alunos, desde as séries iniciais, distinguem bem essa diferenciação e não apresentam qualquer dificuldade ao produzirem textos, não fazendo qualquer relação, e isso acontece já na aquisição da escrita. No momento em que a criança começa o processo, é impossível que ela escreva como fala, ou que apresente influências da fala em sua escrita. Portanto, ela não traz para o seu texto marcas da fala.
D) Por oralidade e escrita serem processos diferentes e cada uma possuir características próprias, não é possível, em diferentes situações sociais do cotidiano, os indivíduos produzirem textos orais que podem se transformar em produções escritas. Por exemplo: em uma aula, as produções verbais orais realizadas por um professor serem anotadas pelos alunos.
E) Nem todas as modalidades e variantes da língua têm de ser “valorizadas” na escola (falada e escrita, padrão e não padrão). À escola, particularmente, cabe o papel de oferecer ao usuário da língua materna o que, fora dela, ele não tem: somente o bom exercício da língua escrita e da norma padrão.
Cuida de ti pra mim!!!
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