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Q3614566 Medicina
Neonato nascido de 34 semanas, parto cesárea, ictérico, Peso: 2100 gramas, Estatura: 41 centímetros, perímetro cefálico: 30,2 centímetros, perímetro torácico: 28 centímetros e Circunferência Abdominal: 27 centímetros, perfusão periférica lenta. Necessário a reanimação de Ventilação com Pressão Positiva e encaminhamento para Unidade de Terapia Intensiva. A mãe desconhece qualquer sintoma diferente durante a gestação, exceto a sensação de cansaço no primeiro trimestre e uma leve dor de garganta de curta duração, não achando necessário buscar atendimento ou fazer acompanhamento pré-natal. Após exames diagnósticos, constatou-se que o neonato apresenta coriorretinite, Hidrocefalia e Calcificações intracranianas difusas. Diagnóstico Provável:
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Tema central da questão: O foco é o diagnóstico diferencial de infecções congênitas no neonato, especialmente frente à tríade clássica: coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas. Esses são achados decisivos para suspeita de infecção congênita pelo Toxoplasma gondii, como destaca a literatura e protocolos de referência.

Por que a alternativa B (Toxoplasmose Congênita) é a correta?

O quadro neonatal apresentado (prematuridade, baixo peso ao nascer, icterícia, comprometimento neurológico e oftalmológico) aliado à tríade de Sabincoriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas difusas — define classicamente a toxoplasmose congênita. Segundo a “Diretriz nacional para a conduta clínica, diagnóstico e tratamento da Toxoplasmose Adquirida na Gestação e Toxoplasmose Congênita”, esses sinais são indicativos claros da infecção congênita grave pelo protozoário e tornam outras etiologias improváveis neste cenário.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Leishmaniose Visceral: Cursa com hepatoesplenomegalia, pancitopenia, mas não causa calcificações intracranianas nem coriorretinite. É rara no período neonatal.
  • C) Sífilis Congênita: Pode gerar alterações neurológicas e cutâneas, mas não se associa à tríade de Sabin; calcificações intracranianas são muito incomuns.
  • D) Infecção pelo Vírus da Hepatite B: Manifesta-se principalmente com icterícia e alterações hepáticas, sem envolvimento do sistema nervoso central e olhos no neonato.
  • E) Listeriose Neonatal: Pode apresentar meningite e sepse, porém não costuma causar calcificações cerebrais nem coriorretinite.

Destaques para provas:
Ao ler o enunciado, atenção para a tríade neurológica/ocular que aparece em infecções congênitas. Esse tipo de questão frequentemente explora “pegadinhas” ao comparar sífilis, listeriose, citomegalovírus e toxoplasmose — a tríade de Sabin é específica desta última. Analise sempre as manifestações centrais do quadro e relacione com o agente etiológico.

Segundo o protocolo brasileiro citado, identificar cedo a toxoplasmose permite instituir terapia adequada, reduzindo sequelas neonatais. O conhecimento da tríade clássica é fundamental para concursos e atuação clínica. Referência obrigatória: “Manual de Infectologia” — Veronesi e Focaccia, capítulo de infecções neonatais.

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