Com relação ao Trauma Crânio Encefálico (TCE), analise as ...

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Q2067736 Medicina
Com relação ao Trauma Crânio Encefálico (TCE), analise as afirmativas e seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O TCE é classificado em leve, moderado e grave de acordo com a Escala de Coma de Glasgow (ECG), em leve: maior ou igual a 14, moderado: entre 8 e 14 e grave: menor ou igual a 8. ( ) Os sinais de alarme que influenciam no estabelecimento da gravidade do TCE são: perda de consciência, 2 ou mais episódios de vômitos, crise convulsiva, amnésia lacunar, sinais de fratura ou afundamento de crânio, sinais de fratura de base de crânio ou sinais de hipertensão intracraniana. ( ) O TCE grave deve ser conduzido em Unidade de Terapia Intensiva. ( ) Em pacientes com monitorização de Pressão Intracraniana, o alvo de PaCO2 deve ser entre 35 e 40 mmHg.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
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Tema central: Trauma Crânio Encefálico (TCE) em pediatria é uma urgência neurocirúrgica relevante, exigindo avaliação sistemática e decisões rápidas baseadas em protocolos estabelecidos. Compreender a classificação do TCE, sinais de alarme e manejo adequado é fundamental para conduta e prognóstico.

Análise das afirmativas:

1. Classificação segundo Escala de Coma de Glasgow (ECG):
Verdadeira. O TCE é rotineiramente classificado em:
Leve: ECG 13-15
Moderado: ECG 9-12
Grave: ECG 3-8
Essa classificação é amplamente citada em protocolos, como nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e em manuais como o Nelson Tratado de Pediatria (20ª ed.).

2. Sinais de alarme clínico:
Verdadeira. Critérios como perda de consciência, dois ou mais episódios de vômitos, crise convulsiva, amnésia lacunar, sinais de fratura craniana ou base de crânio e sinais de hipertensão intracraniana são reconhecidos por protocolos como o ATLS (Advanced Trauma Life Support) e o Protocolo de TCE Pediátrico do Ministério da Saúde (2022, seção 7), representando maior risco e necessidade de avaliação minuciosa.

3. Condução do TCE grave:
Verdadeira. Crianças com TCE grave sempre devem ser admitidas em UTI para monitorização contínua e manejo avançado (Protocolo de TCE Pediátrico, pág. 9), pelos altos riscos de deterioração rápida do quadro neurológico.

4. Alvo de PaCO₂ com monitorização de PIC:
Verdadeira. Manter a PaCO₂ entre 35-40 mmHg é fundamental. A hiperventilação não deve ser rotina (exceto em casos de herniação iminente) porque pode causar hipoperfusão cerebral. Essa recomendação é abordada no Nelson Tratado de Pediatria e em revisões no UpToDate.

Estratégia de prova: Questões sobre TCE frequentemente testam detalhes conceituais. Atenção para números, termos como “sempre”, “apenas” e variações de valores. Revisar classificações padronizadas e protocolos nacionais garante segurança para não cair em pegadinhas.

Alternativa correta: D – V, V, V, V

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A questão trata do Trauma Crânio Encefálico (TCE) e apresenta quatro afirmativas sobre o tema. A alternativa correta é a letra D, que indica que todas as afirmativas são verdadeiras. A primeira afirmativa está correta, pois a Escala de Coma de Glasgow é utilizada para categorizar a gravidade do TCE. A segunda afirmativa está correta, pois os sinais de alarme listados são indicativos de gravidade do TCE. A terceira afirmativa está correta, pois o TCE grave requer cuidados em Unidade de Terapia Intensiva. Por fim, a quarta afirmativa está correta, pois a PaCO2 deve ser mantida em um nível controlado em pacientes com monitorização de Pressão Intracraniana. É importante que o aluno entenda que o TCE é uma condição grave que requer cuidados específicos e que a Escala de Coma de Glasgow é um importante instrumento para avaliar a gravidade do TCE.

Vamos revisar novamente a situação e as afirmativas fornecidas:

Sobre o Trauma Crânio Encefálico (TCE):

  1. O TCE é classificado em leve, moderado e grave de acordo com a Escala de Coma de Glasgow (ECG), em leve: maior ou igual a 14, moderado: entre 8 e 14 e grave: menor ou igual a 8. Errado (E). A classificação correta é: leve (13-15), moderado (9-12) e grave (≤ 8).
  2. Os sinais de alarme que influenciam no estabelecimento da gravidade do TCE são: perda de consciência, 2 ou mais episódios de vômitos, crise convulsiva, amnésia lacunar, sinais de fratura ou afundamento de crânio, sinais de fratura de base de crânio ou sinais de hipertensão intracraniana. Certo (C). Estes são sinais de alerta importantes na avaliação do TCE.
  3. O TCE grave deve ser conduzido em Unidade de Terapia Intensiva. Certo (C). Pacientes com TCE grave necessitam de cuidados intensivos.
  4. Em pacientes com monitorização de Pressão Intracraniana, o alvo de PaCO2 deve ser entre 35 e 40 mmHg. Certo (C). O alvo de PaCO2 para pacientes com monitorização de pressão intracraniana geralmente está entre 35 e 40 mmHg.

Portanto, a sequência correta é:

D: V - V - V - V

pontos chave

  • Classificação do TCE: Leve (13-15), moderado (9-12), grave (≤ 8).
  • Sinais de alarme no TCE: Perda de consciência, vômitos, convulsões, amnésia lacunar, sinais de fratura.
  • Condução do TCE grave: Necessidade de cuidados intensivos.
  • Alvo de PaCO2: Entre 35 e 40 mmHg para pacientes com monitorização de pressão intracraniana.

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