Joana e Tales são pais de Carlos, de seis anos de idade. Pro...

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Ano: 2013 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SESA-ES Prova: CESPE - 2013 - SESA-ES - Psicologia |
Q450089 Psicologia
Joana e Tales são pais de Carlos, de seis anos de idade. Procuraram ajuda psiquiátrica e psicológica devido aos vários hábitos e tiques apresentados pela criança. Desde os cinco anos de idade, Carlos vinha apresentando dificuldades em respeitar regras e limites. Além disso, lambia a palma das mãos, pigarreava e cuspia com frequência. No início, pais e professores acreditavam que os tiques e a desobediência eram característicos da personalidade de Carlos, não interferindo de maneira significativa no desenvolvimento das atividades nem na relação com os colegas. Com o passar do tempo, Carlos parecia ignorar o espaço pessoal das outras crianças, mostrando-se mais explosivo e excessivamente ativo. Apresentava, ainda, dificuldades na coordenação motora fina e no controle dos impulsos, o que passou a interferir em seu campo social e afetivo.

A respeito da conduta médica e dos registros feitos pelo psicólogo no caso clínico relatado, assinale a opção correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

O que precisava saber: Na avaliação psicológica de crianças, a entrevista com pais ou responsáveis é etapa essencial para compreender o desenvolvimento, a queixa e sua relação com a dinâmica familiar e escolar. A escola também é fonte relevante de informação e parceria para estratégias de cuidado. Além disso, é preciso distinguir os documentos psicológicos: o laudo decorre do processo de avaliação psicológica, enquanto o parecer responde a uma questão-problema ou analisa documento/questionamento específico. A condução do caso pode envolver articulação multiprofissional.

Critério decisivo: O ponto decisivo foi reconhecer que, em avaliação infantil, a escuta clínica dos pais ou responsáveis integra o processo avaliativo e fornece elementos centrais para compreender o funcionamento da criança, e que a escola é contexto relevante tanto para obtenção de informações quanto para colaboração nas estratégias de tratamento.

Tema central: Psicodiagnóstico infantil e avaliação psicológica: importância da entrevista com os responsáveis e da articulação com a escola para compreensão do caso e planejamento da intervenção.
Análise das alternativas
A
Errada
A base não sustenta que o psicodiagnóstico clínico deva necessariamente ser feito com bateria específica de testes para a confecção do laudo. Ela afirma o uso de métodos e técnicas reconhecidos, mas afasta a ideia de exigência absoluta de uma bateria fixa de testes.
B
Errada
A base diferencia parecer e laudo. O parecer psicológico não é o documento típico resultante de avaliação ou intervenção psicológica realizada pela própria parecerista; ele responde a uma consulta específica ou analisa documento/questionamento. Por isso, a formulação da alternativa não encontra respaldo para o acompanhamento e registro desse caso clínico.
C
Errada
A base informa que, na avaliação infantil, a entrevista inicial com pais ou responsáveis é etapa essencial e pode anteceder a escuta direta da criança. Portanto, não há fundamento para dizer que é imprescindível a presença da criança nas primeiras entrevistas e na anamnese.
D
Certa
A alternativa D coincide diretamente com a base técnica apresentada: a entrevista com os pais ou responsáveis é essencial na avaliação da criança, porque permite entender o desenvolvimento, a queixa e como o problema é percebido e manejado no contexto familiar. A base também afirma que a escola é um contexto relevante para compreender o funcionamento infantil e pode colaborar nas estratégias de cuidado. Por isso, a afirmação de que a escuta dos pais oferece elementos importantes e de que a escola pode ser aliada essencial no tratamento está de acordo com os fundamentos da avaliação psicológica infantil.
E
Errada
A base afasta a ideia de exclusividade de psicólogo ou psiquiatra. Ela registra a possibilidade de articulação com outros profissionais e menciona contextos multiprofissionais, o que torna falsa a afirmação de que seria vedada a intervenção de qualquer outro profissional.
Pegadinha da questão
A questão mistura dois tipos de confusão frequentes: a troca entre parecer psicológico e laudo psicológico, e a falsa ideia de que a avaliação infantil começa necessariamente com a criança presente. Também tenta reduzir a escola a um cenário secundário, quando a base a trata como fonte importante de informação e parceira no cuidado.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre avaliação infantil, verifique se a alternativa reconhece a entrevista com pais ou responsáveis como parte essencial do processo avaliativo.
  • Considere a escola como contexto relevante para compreender o funcionamento da criança e como possível parceira nas estratégias de intervenção.
  • Diferencie os documentos psicológicos: laudo resulta de avaliação psicológica; parecer responde a questão específica e não substitui o documento típico do psicodiagnóstico.
  • Quando a alternativa excluir a atuação multiprofissional, confronte com a base que admite articulação entre psicologia, psiquiatria, escola e outros serviços.

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Comentários

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Acho que esses são os erros:

a) ERRADA. o psicodiagnóstico não DEVE conter uma bateria de testes específicas, mas podem ser selecionados testes e técnicas que se adequem ao caso.

b) Errada. a questão trata do laudo e não do parecer. O parecer é uma resposta a uma pergunta do campo da psicologia. "O Parecer é uma manifestação técnica fundamentada e resumida sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo." ( resolução 017/2012 - CFP) 

c) Errada. pode haver nessas etapas iniciais momentos apenas com os pais, isso depende da avaliação clínica.

d) Correta.

e) Errada. Vedada exatamente por quê? Então não poderia um pedagogo ou um médico, por exemplo, atuar junto com o psi nesse caso?

O psicodiagnóstico clínico de Carlos deverá ser feito por profissional especializado, utilizando dados técnicos e teóricos, assim como bateria de testes específica na confecção do laudo.

Somente um profissional de Psicologia poderá proceder com um psicodiagnóstico, pois essa é uma prática privativa dessa profissão.

Gab D

A escuta clínica e atenta aos pais de Carlos pode oferecer elementos importantes acerca da psicopatologia da criança. Além disso, a escola pode ser uma aliada essencial nas estratégias e propostas de tratamento dessa criança

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