A região Norte, em especial o Vale do Madeira, teve a sua e...

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Q761783 História e Geografia de Estados e Municípios
A região Norte, em especial o Vale do Madeira, teve a sua economia baseada no extrativismo e, como decorrência da sua formação social, o trabalho indígena, escravo ou não, foi largamente utilizado. No entanto, no início do século XX, ocorreu uma alteração nesse quadro relativo à mão de obra, com a não utilização de indígenas.
O fator que justificou tal alteração foi:
Alternativas

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Sobre a força de trabalho em Rondônia e suas alterações com o passar do tempo buscamos a alternativa correta.

A) Os imigrantes deste período que se fixaram no Brasil o fizeram preferencialmente nas regiões Sul e Sudeste.

B) Este tipo de política de forçar migração de população entre regiões não foi comum na História do Brasil. O que de fato existiu foram momentos em que por necessidades produtivas ou de ocupação territorial foram criadas políticas de migração com base em estímulos para a mudança da população a base de incentivos financeiros, garantia de postos de trabalho ou distribuição de lotes de terra para assentamentos.
C) Seca prolongada na Região Nordeste é historicamente fator indutor de grandes perdas populacionais já que os trabalhadores migram voluntariamente para outras partes do país e neste período existia o ciclo da borracha local que criava um tempo de  prosperidade e geração de postos de trabalho na atual região norte. 
D) A força de trabalho que liberou-se com a decadência do Vale do Paraíba era composta majoritariamente por africanos escravizados e seus descendentes. 
E) A imigração japonesa para a região norte não esteve diretamente relacionada a investimentos no setor extrativista da borracha. 
GABARITO DO PROFESSOR: C

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Gabarito C

No ano de 1883, a região que hoje é Ji-Paraná já era povoada por nordestinos que chegavam na Amazônia para trabalhar nos seringais. 


Gabarito Letra C

a) Errada: foi nulo ou insignificante a presença da mão de obra imigrante (europeia) na região Norte no início do século XX.

b) Errada: não se constata nenhuma iniciativa oficial dos governos da República Velha (1889-1930) voltada a estimular o fluxo migratório das regiões Sul para Norte do país.

c) Correta: no fim do século XIX, a região Nordeste do Brasil, mais particularmente o sertão cearense, foi atingido por graves secas que ocasionaram a migração de expressivo contingente populacional para os seringais amazonenses.

d) Errada: não houve, como mencionado nessa alterantiva, o deslocamento da mão de obra escrava que ocupava as lavouras cafeeiras do Vale do Paraíba fluminese para a região Norte.

e) Errada: no início do século XX, eram praticamente inexistentes os investimentos do capital japonês no Brasil. Na verdade, o que se destacam, nesse período, são os investimentos britânicos nos seringais da Malásia, no Sudeste Asiático.

Fone: Prof. Leonardo Coelho | Leonardo David
bons estudos

No início do século XX, a região Norte, especialmente a Amazônia, passou por um ciclo econômico baseado na extração da borracha, que demandava grande quantidade de mão de obra. Como o trabalho indígena deixou de ser amplamente utilizado, houve a necessidade de buscar outros trabalhadores.

Nesse contexto, uma das principais fontes de mão de obra foi a migração de nordestinos, que fugiam das severas secas que assolavam a região Nordeste do Brasil. Esses migrantes, conhecidos como "soldados da borracha", foram incentivados a se deslocar para a Amazônia para trabalhar nos seringais, substituindo parcialmente a mão de obra indígena.

As outras alternativas não se encaixam corretamente no contexto histórico:

  • A) O fim da escravidão (1888) não levou imigrantes em massa para a região Norte, mas principalmente para o Sudeste.
  • B) Não houve uma política republicana oficial de migração forçada do Sul para o Norte.
  • D) A decadência do café no Vale do Paraíba não levou camponeses diretamente para o Norte, mas sim para outras regiões ou centros urbanos.
  • E) O capital japonês investiu na borracha, mas a migração japonesa para a Amazônia foi posterior (décadas de 1920-1930) e não substituiu diretamente a mão de obra indígena no início do século XX.

A) o fim da escravidão no Brasil no final do século XIX, atraindo a mão de obra imigrante para a região.

O erro principal dessa alternativa é atribuir a substituição do trabalho indígena na região Norte à chegada de imigrantes estrangeiros, o que não aconteceu de forma significativa.

De fato, o fim da escravidão (Lei Áurea, 1888) levou o Brasil a buscar alternativas de mão de obra, e, no Sudeste e Sul do país, houve incentivo à vinda de imigrantes europeus (como italianos, alemães e japoneses) para trabalhar em fazendas de café e outras culturas. Contudo, essa política não se estendeu à Amazônia e ao Vale do Madeira, pois a região Norte teve dificuldades de atrair imigrantes estrangeiros por questões de distância, isolamento, e falta de infraestrutura.

Na verdade, a escassez de mão de obra no ciclo da borracha foi solucionada com a migração de nordestinos, forçados por crises como a grande seca de 1877-1879, e não por imigração estrangeira.

⮘ ​☠ ​⮚

⁠C ​— ​a ​seca ​prolongada ​no ​nordeste, ​que ​forçou ​a ​migração ​deste ​contingente ​populacional ​para ​a ​região ​norte⁠.

Embora ​o ​fim ​da ​escravidão ​em ​⁠1888⁠ ​tenha ​alterado ​a ​dinâmica ​trabalhista ​no ​Brasil, ​ele ​não ​foi ​o ​fator ​determinante ​para ​a ​mudança ​da ​força ​de ​trabalho ​em ​Rondônia ​no ​início ​do ​século ​XX.

A ​Amazônia, ​e ​especialmente ​o ​Vale ​do ​Madeira, ​utilizava ​predominantemente ​mão ​de ​obra ​indígena ​e ​local ​nos ​seringais, ​e ​não ​dependia ​majoritariamente ​de ​trabalhadores ​escravizados ​africanos.

A ​alteração ​ocorreu ​principalmente ​devido ​à ​migração ​voluntária ​de ​nordestinos, ​motivada ​pelas ​secas ​prolongadas ​em ​suas ​regiões ​de ​origem ​e ​pelas ​oportunidades ​de ​emprego ​oferecidas ​pelo ​ciclo ​da ​borracha, ​que ​atraía ​trabalhadores ​livres ​e ​transformava ​a ​composição ​social ​da ​região.

Essa ​migração ​foi ​intensificada ​por ​políticas ​governamentais, ​como ​a ​mobilização ​de ​trabalhadores ​durante ​a ​Campanha ​da ​Borracha, ​consolidando ​a ​presença ​de ​nordestinos ​nos ​seringais, ​reduzindo ​a ​dependência ​de ​mão ​de ​obra ​indígena ​e ​moldando ​a ​economia ​e ​a ​sociedade ​de ​Rondônia ​ao ​longo ​do ​período.

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