A região Norte, em especial o Vale do Madeira, teve a sua e...
O fator que justificou tal alteração foi:
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A) Os imigrantes deste período que se fixaram no Brasil o fizeram preferencialmente nas regiões Sul e Sudeste.
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No ano de 1883, a região que hoje é Ji-Paraná já era povoada por nordestinos que chegavam na Amazônia para trabalhar nos seringais.
Gabarito Letra C
a) Errada: foi nulo ou insignificante a presença da mão de obra imigrante (europeia) na região Norte no início do século XX.
b) Errada: não se constata nenhuma iniciativa oficial dos governos da República Velha (1889-1930) voltada a estimular o fluxo migratório das regiões Sul para Norte do país.
c) Correta: no fim do século XIX, a região Nordeste do Brasil, mais particularmente o sertão cearense, foi atingido por graves secas que ocasionaram a migração de expressivo contingente populacional para os seringais amazonenses.
d) Errada: não houve, como mencionado nessa alterantiva, o deslocamento da mão de obra escrava que ocupava as lavouras cafeeiras do Vale do Paraíba fluminese para a região Norte.
e) Errada: no início do século XX, eram praticamente inexistentes os investimentos do capital japonês no Brasil. Na verdade, o que se destacam, nesse período, são os investimentos britânicos nos seringais da Malásia, no Sudeste Asiático.
Fone: Prof. Leonardo Coelho | Leonardo David
bons estudos
No início do século XX, a região Norte, especialmente a Amazônia, passou por um ciclo econômico baseado na extração da borracha, que demandava grande quantidade de mão de obra. Como o trabalho indígena deixou de ser amplamente utilizado, houve a necessidade de buscar outros trabalhadores.
Nesse contexto, uma das principais fontes de mão de obra foi a migração de nordestinos, que fugiam das severas secas que assolavam a região Nordeste do Brasil. Esses migrantes, conhecidos como "soldados da borracha", foram incentivados a se deslocar para a Amazônia para trabalhar nos seringais, substituindo parcialmente a mão de obra indígena.
As outras alternativas não se encaixam corretamente no contexto histórico:
- A) O fim da escravidão (1888) não levou imigrantes em massa para a região Norte, mas principalmente para o Sudeste.
- B) Não houve uma política republicana oficial de migração forçada do Sul para o Norte.
- D) A decadência do café no Vale do Paraíba não levou camponeses diretamente para o Norte, mas sim para outras regiões ou centros urbanos.
- E) O capital japonês investiu na borracha, mas a migração japonesa para a Amazônia foi posterior (décadas de 1920-1930) e não substituiu diretamente a mão de obra indígena no início do século XX.
A) o fim da escravidão no Brasil no final do século XIX, atraindo a mão de obra imigrante para a região.
O erro principal dessa alternativa é atribuir a substituição do trabalho indígena na região Norte à chegada de imigrantes estrangeiros, o que não aconteceu de forma significativa.
De fato, o fim da escravidão (Lei Áurea, 1888) levou o Brasil a buscar alternativas de mão de obra, e, no Sudeste e Sul do país, houve incentivo à vinda de imigrantes europeus (como italianos, alemães e japoneses) para trabalhar em fazendas de café e outras culturas. Contudo, essa política não se estendeu à Amazônia e ao Vale do Madeira, pois a região Norte teve dificuldades de atrair imigrantes estrangeiros por questões de distância, isolamento, e falta de infraestrutura.
Na verdade, a escassez de mão de obra no ciclo da borracha foi solucionada com a migração de nordestinos, forçados por crises como a grande seca de 1877-1879, e não por imigração estrangeira.
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C — a seca prolongada no nordeste, que forçou a migração deste contingente populacional para a região norte.
Embora o fim da escravidão em 1888 tenha alterado a dinâmica trabalhista no Brasil, ele não foi o fator determinante para a mudança da força de trabalho em Rondônia no início do século XX.
A Amazônia, e especialmente o Vale do Madeira, utilizava predominantemente mão de obra indígena e local nos seringais, e não dependia majoritariamente de trabalhadores escravizados africanos.
A alteração ocorreu principalmente devido à migração voluntária de nordestinos, motivada pelas secas prolongadas em suas regiões de origem e pelas oportunidades de emprego oferecidas pelo ciclo da borracha, que atraía trabalhadores livres e transformava a composição social da região.
Essa migração foi intensificada por políticas governamentais, como a mobilização de trabalhadores durante a Campanha da Borracha, consolidando a presença de nordestinos nos seringais, reduzindo a dependência de mão de obra indígena e moldando a economia e a sociedade de Rondônia ao longo do período.
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