Paciente MPM, feminina, 56 anos, diabética, hipertensa com ...

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Q507824 Medicina
Paciente MPM, feminina, 56 anos, diabética, hipertensa com antecedente de IAM inferior há um mês, veio ao ambulatório do HUOL para controle clínico. Não apresentava queixas. Mostrou um ECG com necrose inferior, Raio X de tórax normal, Ecocardiograma com fração de ejeção de 58% e acinesia inferior ; proteinúria de 2g.

De acordo com o caso clínico acima, a paciente apresenta
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Tema central: A questão aborda estratificação de risco cardiovascular e classificação de estágios da insuficiência cardíaca de acordo com a AHA (American Heart Association), tópicos fundamentais para tomada de decisões clínicas em cardiologia.

Justificativa da alternativa correta (A):

A paciente tem vários fatores de pior prognóstico: diabetes, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio recente (IAM) e proteinúria de 2g/dia (criterio de nefropatia significativa). Toda essa combinação a posiciona em uma categoria de muito alto risco cardiovascular, conforme destacado nas "Linhas de Cuidado Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus" do Ministério da Saúde. O documento diz: “A presença de nefropatia (proteinúria > 300 mg/dia)... indica alto risco”.

Quanto ao estágio para insuficiência cardíaca pela AHA: apesar do antecedente de IAM e da presença de alteração estrutural cardíaca (acinesia + necrose inferior ao ECG), ela não apresenta sintomas de insuficiência cardíaca. Ou seja, enquadra-se em Estágio B (“presença de doença estrutural cardíaca, sem sintomas”, segundo a AHA/ACC 2022).

Análise das alternativas incorretas:

B) “Alto risco cardiovascular, estágio C…” – Errado. O risco é muito alto. Estágio C requer sintomas clínicos de IC, inexistentes aqui.
C) “Moderado risco cardiovascular, estágio D…” – Errado. Risco é mais elevado, e estágio D refere-se a IC refratária sintomática.
D) “Baixo risco cardiovascular, estágio A…” – Totalmente inadequado. Baixo risco não contempla os importantes antecedentes/complicações presentes.

Conselho para provas: Fique atento a detalhes discretos do caso clínico (ex: proteinúria, ausência de sintomas, antecedentes de IAM). Atenção aos termos “alto” vs. “muito alto risco” e aos critérios dos estágios de IC da AHA; geralmente, o estágio B está relacionado à alteração estrutural sem sintomas. Pegadinhas clássicas incluem confundir a ausência de sintomas com estágios iniciais, sem considerar lesão de órgão-alvo ou antecedentes de eventos cardíacos.

Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca (SBC 2021) e as orientações do UpToDate, uma fração de ejeção preservada (>50%) exclui IC com disfunção sistólica, mas não descarta alteração estrutural subjacente relevante para o risco e classificação.

Conclusão: A paciente é muito alto risco cardiovascular, estágio B de IC segundo a AHA.

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