Paciente MPM, feminina, 56 anos, diabética, hipertensa com ...
De acordo com o caso clínico acima, a paciente apresenta
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Tema central: A questão aborda estratificação de risco cardiovascular e classificação de estágios da insuficiência cardíaca de acordo com a AHA (American Heart Association), tópicos fundamentais para tomada de decisões clínicas em cardiologia.
Justificativa da alternativa correta (A):
A paciente tem vários fatores de pior prognóstico: diabetes, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio recente (IAM) e proteinúria de 2g/dia (criterio de nefropatia significativa). Toda essa combinação a posiciona em uma categoria de muito alto risco cardiovascular, conforme destacado nas "Linhas de Cuidado Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus" do Ministério da Saúde. O documento diz: “A presença de nefropatia (proteinúria > 300 mg/dia)... indica alto risco”.
Quanto ao estágio para insuficiência cardíaca pela AHA: apesar do antecedente de IAM e da presença de alteração estrutural cardíaca (acinesia + necrose inferior ao ECG), ela não apresenta sintomas de insuficiência cardíaca. Ou seja, enquadra-se em Estágio B (“presença de doença estrutural cardíaca, sem sintomas”, segundo a AHA/ACC 2022).
Análise das alternativas incorretas:
B) “Alto risco cardiovascular, estágio C…” – Errado. O risco é muito alto. Estágio C requer sintomas clínicos de IC, inexistentes aqui.
C) “Moderado risco cardiovascular, estágio D…” – Errado. Risco é mais elevado, e estágio D refere-se a IC refratária sintomática.
D) “Baixo risco cardiovascular, estágio A…” – Totalmente inadequado. Baixo risco não contempla os importantes antecedentes/complicações presentes.
Conselho para provas: Fique atento a detalhes discretos do caso clínico (ex: proteinúria, ausência de sintomas, antecedentes de IAM). Atenção aos termos “alto” vs. “muito alto risco” e aos critérios dos estágios de IC da AHA; geralmente, o estágio B está relacionado à alteração estrutural sem sintomas. Pegadinhas clássicas incluem confundir a ausência de sintomas com estágios iniciais, sem considerar lesão de órgão-alvo ou antecedentes de eventos cardíacos.
Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca (SBC 2021) e as orientações do UpToDate, uma fração de ejeção preservada (>50%) exclui IC com disfunção sistólica, mas não descarta alteração estrutural subjacente relevante para o risco e classificação.
Conclusão: A paciente é muito alto risco cardiovascular, estágio B de IC segundo a AHA.
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