Em relação às fraturas de úmero proximal, indique “V” para ...

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Q2401356 Medicina
Em relação às fraturas de úmero proximal, indique “V” para verdadeira e “F” para falsa, às sentenças a seguir:

( ) A maioria dessas fraturas tem mínimo desvio e podem ser tratadas de modo não operatório.
( ) Há uma prevalência dessas fraturas em pacientes do sexo feminino, principalmente após a menopausa, onde a diminuição da massa óssea é frequente.
( ) As técnicas cirúrgicas mais usadas são: redução fechada e fixação com fios ou parafusos percutâneos; redução aberta e fixação interna com placa e parafusos ou banda de tensão, hastes intramedulares; e, as hemiartroplastias.
( ) É o tipo mais frequente de fratura em pacientes acima de 65 anos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
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Gabarito: B — (V, V, V, F)

Tema central: Fraturas do úmero proximal são comuns em idosos, geralmente por queda da própria altura. A maioria é estável, com pouco desvio, e o tratamento depende do padrão de fratura (classificação de Neer), do desvio e do perfil do paciente.

Justificativas das sentenças:

1) Verdadeira. A maior parte é minimamente desviada e responde bem ao tratamento não operatório (tipoia, analgesia e mobilização precoce). Evidência: UpToDate e AAOS indicam manejo conservador para fraturas sem desvio significativo ou com 2 partes estáveis.

2) Verdadeira.predomínio em mulheres pós-menopausa por osteoporose, com trauma de baixa energia. Epidemiologia consistente em Rockwood & Matsen e UpToDate.

3) Verdadeira. As principais técnicas cirúrgicas incluem: redução fechada e fixação percutânea (fios/parafusos), redução aberta e fixação interna com placa bloqueada/parafusos ou haste intramedular, e hemiartroplastia em casos selecionados. Observação: atualmente a prótese reversa tem ganhado espaço em fraturas complexas em idosos, mas a sentença permanece correta. (Definições rápidas: “percutânea” = sem grande incisão; “ORIF” = redução aberta com placa/parafusos; “hemiartroplastia” = substituição da cabeça umeral).

4) Falsa. Não é a fratura “mais frequente” >65 anos. Em idosos, rádio distal e quadril (fêmur proximal) costumam ser mais prevalentes; úmero proximal figura entre as mais comuns, mas não é a principal. Referências: UpToDate; epidemiologia de fraturas osteoporóticas (OTA/AAOS).

Por que a alternativa B é a correta? Porque corresponde exatamente à sequência V, V, V, F, alinhada à epidemiologia e às condutas descritas em diretrizes (UpToDate, AAOS) e livros-texto (Rockwood & Matsen).

Análise das alternativas incorretas:

A (F, V, V, V): Erra a 1ª (é V, não F) e a 4ª (é F, não V).

C (V, F, V, F): Erra a 2ª (é V, não F), que contraria a clara predominância em mulheres osteoporóticas.

D (F, V, F, F): Erra a 1ª (é V) e a 3ª (é V), pois lista correta das opções cirúrgicas.

Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “mais frequente”. Cruce epidemiologia (idosa, mulher, baixa energia) com o padrão de desvio (Neer) para decidir entre conservador e cirúrgico. Lembre: fraturas minimamente desviadas → tratamento não operatório; fraturas desviadas/cominutivas em idosos frágeis → considerar placa bloqueada, haste ou artroplastia (muitas vezes prótese reversa).

Fontes essenciais: UpToDate: Proximal humeral fractures in adults; AAOS Clinical Practice resources; Rockwood & Matsen’s The Shoulder; OTA Core Curriculum.

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A questão aborda as características e o tratamento das fraturas de úmero proximal. Vamos analisar cada sentença para justificar a resposta correta, que é a alternativa B: 1. "A maioria dessas fraturas tem mínimo desvio e podem ser tratadas de modo não operatório." Esta afirmação é verdadeira (V). A maioria das fraturas de úmero proximal apresenta pouco ou nenhum deslocamento, permitindo um tratamento conservador sem a necessidade de cirurgia. 2. "Há uma prevalência dessas fraturas em pacientes do sexo feminino, principalmente após a menopausa, onde a diminuição da massa óssea é frequente." Esta sentença também é verdadeira (V). As fraturas de úmero proximal são mais comuns em mulheres, especialmente após a menopausa, devido à osteoporose que leva à redução da densidade óssea, aumentando o risco de fraturas. 3. "As técnicas cirúrgicas mais usadas são: redução fechada e fixação com fios ou parafusos percutâneos; redução aberta e fixação interna com placa e parafusos ou banda de tensão, hastes intramedulares; e, as hemiartroplastias." Esta afirmação também é correta (V). Quando o tratamento operatório é necessário, essas são as técnicas cirúrgicas mais comumente utilizadas, dependendo do tipo e da gravidade da fratura. 4. "É o tipo mais frequente de fratura em pacientes acima de 65 anos." Esta afirmação é falsa (F). As fraturas de úmero proximal não são o tipo mais comum de fratura em idosos; as fraturas de quadril e de Colles (antebraço próximo ao pulso) são mais frequentes nesta faixa etária. Portanto, a sequência correta é V, V, V, F, que corresponde à alternativa B.

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