Em relação às fraturas de úmero proximal, indique “V” para ...
( ) A maioria dessas fraturas tem mínimo desvio e podem ser tratadas de modo não operatório.
( ) Há uma prevalência dessas fraturas em pacientes do sexo feminino, principalmente após a menopausa, onde a diminuição da massa óssea é frequente.
( ) As técnicas cirúrgicas mais usadas são: redução fechada e fixação com fios ou parafusos percutâneos; redução aberta e fixação interna com placa e parafusos ou banda de tensão, hastes intramedulares; e, as hemiartroplastias.
( ) É o tipo mais frequente de fratura em pacientes acima de 65 anos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
Gabarito comentado
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Gabarito: B — (V, V, V, F)
Tema central: Fraturas do úmero proximal são comuns em idosos, geralmente por queda da própria altura. A maioria é estável, com pouco desvio, e o tratamento depende do padrão de fratura (classificação de Neer), do desvio e do perfil do paciente.
Justificativas das sentenças:
1) Verdadeira. A maior parte é minimamente desviada e responde bem ao tratamento não operatório (tipoia, analgesia e mobilização precoce). Evidência: UpToDate e AAOS indicam manejo conservador para fraturas sem desvio significativo ou com 2 partes estáveis.
2) Verdadeira. Há predomínio em mulheres pós-menopausa por osteoporose, com trauma de baixa energia. Epidemiologia consistente em Rockwood & Matsen e UpToDate.
3) Verdadeira. As principais técnicas cirúrgicas incluem: redução fechada e fixação percutânea (fios/parafusos), redução aberta e fixação interna com placa bloqueada/parafusos ou haste intramedular, e hemiartroplastia em casos selecionados. Observação: atualmente a prótese reversa tem ganhado espaço em fraturas complexas em idosos, mas a sentença permanece correta. (Definições rápidas: “percutânea” = sem grande incisão; “ORIF” = redução aberta com placa/parafusos; “hemiartroplastia” = substituição da cabeça umeral).
4) Falsa. Não é a fratura “mais frequente” >65 anos. Em idosos, rádio distal e quadril (fêmur proximal) costumam ser mais prevalentes; úmero proximal figura entre as mais comuns, mas não é a principal. Referências: UpToDate; epidemiologia de fraturas osteoporóticas (OTA/AAOS).
Por que a alternativa B é a correta? Porque corresponde exatamente à sequência V, V, V, F, alinhada à epidemiologia e às condutas descritas em diretrizes (UpToDate, AAOS) e livros-texto (Rockwood & Matsen).
Análise das alternativas incorretas:
A (F, V, V, V): Erra a 1ª (é V, não F) e a 4ª (é F, não V).
C (V, F, V, F): Erra a 2ª (é V, não F), que contraria a clara predominância em mulheres osteoporóticas.
D (F, V, F, F): Erra a 1ª (é V) e a 3ª (é V), pois lista correta das opções cirúrgicas.
Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “mais frequente”. Cruce epidemiologia (idosa, mulher, baixa energia) com o padrão de desvio (Neer) para decidir entre conservador e cirúrgico. Lembre: fraturas minimamente desviadas → tratamento não operatório; fraturas desviadas/cominutivas em idosos frágeis → considerar placa bloqueada, haste ou artroplastia (muitas vezes prótese reversa).
Fontes essenciais: UpToDate: Proximal humeral fractures in adults; AAOS Clinical Practice resources; Rockwood & Matsen’s The Shoulder; OTA Core Curriculum.
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