A osteomielite espontânea é um quadro comum em crianças. Po...

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Q2401354 Medicina
A osteomielite espontânea é um quadro comum em crianças. Pode ocorrer em qualquer período entre o nascimento e a vida adulta, mas, em geral, a incidência é decrescente até a adolescência, depois da qual continua sendo possível, mas se torna bem mais rara. Sobre a osteomielite, analise os itens abaixo:

I. Clinicamente, as crianças com osteomielite aguda se apresentam caracteristicamente em bom estado geral e a maioria não apresentará reação febril acima de 38,5° C.
II. Os exames laboratoriais são particularmente importantes para o diagnóstico diferencial de osteomielite pediátrica, porque o aspecto radiográfico pode ser facilmente confundido com o dos sarcomas pediátricos, especialmente o do sarcoma de Ewing.
III. Os indivíduos imunocomprometidos com osteomielite se apresentarão com dor e febre, mas sem leucocitose, uma vez que sua imunidade disfuncional responsável pela osteomielite impede reação imune adequada.

Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central da questão: A questão trata de osteomielite em crianças, focando em apresentação clínica, diagnóstico diferencial e manifestações em imunodeprimidos. É fundamental dominar esses aspectos, pois a doença apresenta quadros clínicos variáveis e pode simular outras patologias ortopédicas.

Análise dos itens:

I. Estado geral e febre na osteomielite aguda pediátrica
Crianças com osteomielite aguda usualmente apresentam-se com febre (comumente >38,5°C), porém o estado geral pode estar preservado nas fases iniciais. Portanto, boa parte dos pacientes pode não estar séptica ou prostrada, especialmente se o diagnóstico for precoce. Esse padrão está de acordo com o descrito em obras como Canale & Beaty – Campbell’s Operative Orthopaedics, que ressalta: “Na apresentação inicial, muitas crianças estão em estado geral relativamente preservado apesar de infecção óssea ativa.”

II. Diagnóstico diferencial entre osteomielite e sarcoma de Ewing
Tanto a osteomielite quanto o sarcoma de Ewing podem causar dor, edema e alterações radiológicas semelhantes (periostite, áreas líticas). Assim, exames laboratoriais (VHS, PCR, leucograma) são essenciais para o diagnóstico diferencial, já que sinais sistêmicos e inflamatórios tendem a ser mais marcantes na infecção. Conforme o UpToDate: “A diferenciação entre osteomielite e tumores ósseos pode ser difícil apenas pela radiografia, reforçando a importância de marcadores laboratoriais.”

III. Osteomielite e imunossupressão
Pacientes imunossuprimidos podem não apresentar leucocitose nem resposta febril típica, pois a imunidade comprometida prejudica a reação inflamatória. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, “Em imunodeprimidos, os sinais laboratoriais clássicos de infecção frequentemente não se desenvolvem.”

Justificativa da alternativa correta (A):
Os três itens estão corretos, fundamentados em evidências científicas e literatura médica, cobrando atenção às diferenças de apresentação clínica (principalmente em população pediátrica e imunodeprimidos) e à importância dos exames laboratoriais no diagnóstico.

Análise das alternativas incorretas:
Alternativas B, C e D estão erradas porque excluem, de forma indevida, um ou mais itens que são corretos conforme a literatura e diretrizes clínicas citadas.

Dicas de prova: Fique atento a termos como “a maioria”, “caracteristicamente” e à apresentação clínica atípica em imunodeprimidos, pois são pontos frequentemente explorados como pegadinhas em concursos.

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Comentários

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A alternativa A é a correta, pois todos os itens apresentam informações que estão alinhadas com o entendimento atual sobre a osteomielite em contextos pediátricos e em indivíduos imunocomprometidos. No item I, a descrição clínica das crianças com osteomielite aguda indica que elas normalmente não estão em estado geral debilitado e que a febre pode não ser muito elevada, o que é consistente com a apresentação da doença em pacientes pediátricos. Crianças podem, de fato, apresentar-se com sintomas menos severos do que os adultos. No item II, a importância dos exames laboratoriais para o diagnóstico diferencial é ressaltada, o que é importante, pois os sinais radiográficos da osteomielite podem ser confundidos com os de tumores ósseos malignos, como o sarcoma de Ewing, especialmente nas fases iniciais da doença. O diagnóstico precoce e correto é essencial para um tratamento efetivo. Já o item III destaca a apresentação clínica da osteomielite em indivíduos imunocomprometidos. A dor e a febre podem estar presentes, mas devido à imunodeficiência, a resposta inflamatória, como a leucocitose, pode não ser observada. Isso é um aspecto importante para a avaliação clínica, pois a falta de resposta inflamatória pode atrasar o diagnóstico e o tratamento em pacientes com a função imunitária comprometida.

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