Leia o caso clínico a seguir. Paciente de 23 anos, sexo femi...

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Q3986587 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.


 Paciente de 23 anos, sexo feminino, balconista, refere ter apresentado, há cinco dias, tosse produtiva com expectoração amarelada, febre (38,9ºC) e hiporexia. Há dois dias tem sentido dor pleurítica em região infraescapular esquerda. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, FR de 27 inc/min e, na base do pulmão esquerdo: expansibilidade diminuída, frêmito toraco-vocal aumentado, sub-macicez a percussão, sopro tubário e pectoriloquia. Nega comorbidades, nega alergia a medicamentos, não apresenta fator de risco para resistência bacteriana e nunca esteve internada. Não fez uso de antibiótico recentemente.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2018), o esquema de antibiótico indicado é: 

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A SBPT 2018 orienta que, na pneumonia adquirida na comunidade em paciente ambulatorial, sem comorbidades, sem antibiótico recente, sem fatores de risco para resistência e sem alergia, a antibioticoterapia empírica deve ser monoterapia oral com beta-lactâmico ou macrolídeo. Como o caso descreve exatamente esse perfil de baixo risco e a alternativa A é a única compatível com o esquema ambulatorial aceito na diretriz, ela é a correta.

Tema central: PAC ambulatorial de baixo risco
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está alinhada à recomendação da SBPT 2018 para pneumonia adquirida na comunidade em paciente ambulatorial sem comorbidades, sem uso recente de antibióticos e sem fator de risco para resistência. A diretriz admite amoxicilina ou amoxicilina/ácido clavulânico nesse cenário, e entre as opções oferecidas esta é a que corresponde ao esquema ambulatorial indicado. O exame físico é compatível com consolidação pneumônica, mas não há dado que imponha ampliação de cobertura ou esquema hospitalar.
B
Errada
Beta-lactâmico + macrolídeo é esquema combinado mais amplo do que o necessário para esta paciente. A base do caso mostra perfil ambulatorial de baixo risco, sem comorbidades, sem antibiótico recente e sem fatores de risco para resistência, o que afasta a necessidade de dupla cobertura empírica.
C
Errada
Cefotaxima + levofloxacino é um esquema parenteral e mais amplo, compatível com contexto hospitalar ou de maior gravidade. Isso não corresponde ao caso, que descreve paciente jovem, estável e sem critérios apresentados para escalonamento terapêutico.
D
Errada
Clindamicina + azitromicina não é esquema empírico padrão da SBPT 2018 para PAC ambulatorial não complicada. A clindamicina ficaria reservada a contextos específicos, como suspeita de aspiração/anaeróbios, abscesso, necrose ou alguns cenários de S. aureus, que não foram sugeridos no enunciado.
Pegadinha da questão
A questão tenta induzir a escolha de um esquema mais amplo por causa da febre, da taquipneia e dos sinais de consolidação, mas o que define a conduta na SBPT 2018 é o perfil ambulatorial sem comorbidades, sem antibiótico recente e sem risco de resistência.
Dica para questões semelhantes
  • Em PAC, primeiro identifique se o caso é ambulatorial ou hospitalar e depois procure comorbidades, uso recente de antibiótico e risco de resistência.
  • Sinais de consolidação confirmam a pneumonia, mas não obrigam ampliação de espectro por si só.
  • Se a diretriz do enunciado indicar tratamento de baixo risco, descarte combinações e esquemas parenterais sem indicação.
  • Não infira aspiração, anaeróbios, necrose ou MRSA sem elementos específicos do caso.

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