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As Anomalias Anorretais (ARR) compreendem um espec-tro de malformações congênitas nas quais o fim do trato digestivo está localizado parcial ou totalmente fora do esfíncter anorretal. Leia as afirmativas sobre esta moléstia e assinale a alternativa correta.
I. A Anorretoplastia Sagital Posterior (ARPSP) foi, primariamente, introduzida pelo Professor Pefia, na década de 80 e, desde então, tornou-se um pilar nos reparos das AAR.
II. Apesar da maior incidência de infecção do sítio cirúrgico, as técnicas cirúrgicas em um único tempo são seguras para pacientes selecionados.
III. A classificação de Krikenberg, de 2005, foi um marco na classificação das ARR.
IV. As últimas publicações sobre o tema na literatura demonstraram haver significante prejuízo funcional a longo termo relacionado com a infecção de sítio cirúrgico, principalmente nas técnicas de um único tempo operatório.
V. AARPSP no período neonatal vem se sobressaindo, nas últimas décadas, em relação ao reparo em três tempos.
Estão corretas:
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Tema central: As Anomalias Anorretais (AAR) abrangem diferentes malformações congênitas envolvendo o final do trato digestivo, com relevância clínica significativa para o cirurgião pediátrico. O domínio dos conceitos anatômicos, classificatórios e terapêuticos é fundamental para o manejo correto desses pacientes.
Justificativa da alternativa correta (C – apenas I, II, III e V):
I. ARPSP por Peña: Correta. A Anorretoplastia Sagital Posterior (ARPSP) foi introduzida por Alberto Peña na década de 80 e representa um grande avanço técnico no tratamento das AAR, proporcionando melhor abordagem anatômica e funcional do esfíncter. Citação: “A técnica foi inicialmente descrita em 1982 por Peña e de Vries...” (Rev. Bras. Cir. Pediátrica, 2013).
II. Técnicas em um tempo: Correta. São seguras em casos selecionados, apesar do risco aumentado de infecção do sítio cirúrgico. O manejo individualizado é preconizado pelas principais diretrizes.
III. Classificação de Krickenbeck: Correta. A conferência de Krickenbeck (2005) estabeleceu a atual classificação internacional, padronizando descrições e permitindo comparações entre centros. (SBP/Manual de Cirurgia Pediátrica, 2020).
V. ARPSP neonatal versus três tempos: Correta. Estudos recentes apontam melhores resultados funcionais e menor morbidade quando a ARPSP é realizada no período neonatal, superando o método em três tempos tradicional, especialmente em recém-nascidos sem infecção ativa.
Análise das alternativas incorretas:
IV. Prejuízo funcional a longo prazo por infecção: Incorreta. Embora a infecção do sítio cirúrgico seja um evento adverso, a literatura atual (UpToDate, 2023) não demonstra relação causal clara ou prejuízo funcional significativo a longo prazo após técnicas de um tempo. A questão utiliza um viés interpretativo comum em provas, exigindo atenção ao termo “significante prejuízo funcional”.
Estratégia para provas: Fique atento a termos absolutos (“demonstraram”, “significante”) e às atualizações classificatórias e de diretrizes. Em questões de cirurgia pediátrica, lembre-se sempre de analisar se as evidências apresentadas na alternativa correspondem àquilo que consta em protocolos mais recentes ou consensos de sociedades científicas (SBP, ACPS, UpToDate).
Pontos relevantes de fontes confiáveis:
- Manual de Cirurgia Pediátrica – SBP: ressalta a segurança da ARPSP neonatal e a importância da classificação de Krickenbeck.
- Diretrizes internacionais (UpToDate, 2023): reforçam a preferência pelo reparo primário neonatal em casos adequados.
Conclusão: A alternativa C é a correta ao excluir, de modo fundamentado, a afirmativa IV. Aprofunde o conhecimento técnico, mantenha-se atualizado e utilize o raciocínio clínico orientado pelas melhores evidências.
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