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Q507821 Medicina
A associação medicamentosa considerada o padrão-ouro nos pacientes portadores de HAS refratária sem comorbidades é
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Tema central: A questão aborda o padrão-ouro de associação medicamentosa para hipertensão arterial sistêmica (HAS) resistente ou refratária em pacientes sem comorbidades. HAS resistente é definida como a pressão arterial não controlada (>140/90mmHg), apesar do uso de três anti-hipertensivos em doses máximas, preferencialmente com um diurético tiazídico.

Justificativa da alternativa correta (C):
O esquema de BRA + bloqueador do canal de cálcio (BCC) + diurético tiazídico é considerado o tratamento padrão conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020.
Essas classes atuam em mecanismos complementares:

  • Diurético tiazídico: Reduz volemia e resistência vascular periférica.
  • BRA: Bloqueia efeito vasoconstritor e retenção de sódio da angiotensina II.
  • BCC: Promove vasodilatação, reduzindo a pós-carga.

Combinando esses mecanismos, há soma de efeitos antihipertensivos e menor risco de efeitos adversos significativos, além de ampla evidência científica favorável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Betabloqueador, diurético tiazídico e antagonista da aldosterona: Apesar de o antagonista da aldosterona (ex: espironolactona) ser opção adicional importante, não faz parte do tripé inicial sem outras comorbidades e o betabloqueador é reservado para situações específicas, como doença cardíaca associada.

B) IECA, BCC e betabloqueador: Erro conceitual ao substituir o diurético por betabloqueador. O diurético é indispensável no manejo inicial da HAS resistente. Além disso, associação IECA e BRA não é indicada de rotina.

D) Antagonista da renina, vasodilatador direto e alfabloqueador: Não corresponde a nenhum protocolo de primeira linha ou de respaldo em diretrizes. São fármacos utilizados em falhas terapêuticas extremas, e não em regime padrão-ouro para HAS resistente.

Estratégias e diretrizes oficiais:
A leitura cuidadosa do termo “sem comorbidades” é fundamental, pois muda a escolha e evita inserir drogas reservadas para situações específicas. Preste atenção também em expressões como “padrão-ouro”, que sinaliza a alternativa recomendada por consenso.
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2020, p. 25:
“O tratamento de escolha para HAS resistente é a combinação de um bloqueador do SRAA (IECA ou BRA), um BCC di-hidropiridínico e um diurético tiazídico.”

Resumo: Em HAS resistente sem comorbidades, BRA + BCC + diurético tiazídico constitui o padrão-ouro.

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