Paciente de 61 anos, sem comorbidades, com diagnóstico de c...
Em relação ao risco cirúrgico pulmonar do paciente, assinale a afirmativa correta.
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Comentário da Questão – Gabarito Alternativa D:
Tema central: Avaliação do risco cirúrgico pulmonar em candidato à ressecção pulmonar, utilizando os valores previstos pós-operatórios (PPO) de VEF1 e DLCO. Estes exames são essenciais para estratificar risco de complicações respiratórias, especialmente em cirurgias como lobectomia.
Justificativa da Alternativa Correta (D):
Segundo as diretrizes do American College of Chest Physicians (ACCP), “se os valores de VEF1 e DLCO previstos para o pós-operatório (PPO) forem ambos superiores a 60%, o paciente é considerado de baixo risco para ressecção pulmonar anatômica e nenhum teste adicional é indicado”. Portanto, com VEF1 ppo de 68% e DLCO ppo de 65%, o paciente apresenta reserva funcional considerada adequada para a cirurgia. Ou seja, risco funcional respiratório permitido para o procedimento proposto.
Análise das Alternativas Incorretas:
- A – A indicação de cintilografia de perfusão aplica-se quando há discordância ventilação-perfusão significativa ou limitação na espirometria prévia, o que não é o caso com valores PPO elevados.
- B – Considerar risco elevado e contraindicação está incorreto: valores acima de 60% indicam BAIXO risco, não contraindicação.
- C – O Teste Cardiopulmonar de Exercício (TCPE) só é necessário em casos de < 60% de VEF1 ou DLCO PPO.
- E – O teste de caminhada de 6 minutos é teste complementar quando os parâmetros PPO são < 60% – aqui não se aplica.
Estratégia para provas: Fique atento às faixas de referência: ≥60% de VEF1 e DLCO PPO dispensam testes adicionais e indicam risco aceitável. Questões podem usar termos ambíguos; concentre-se nos números e nos limites apontados pelas principais diretrizes.
Referência: Conforme as diretrizes ACCP (Chest, 2013): “Se VEF1 e DLCO PPO > 60%, libera-se para ressecção pulmonar sem avaliação complementar.” Isso é corroborado por consensos como SBPT e revisões sistemáticas na prática clínica.
Conclusão: Valores previstos pós-operatórios de VEF1 e DLCO superiores a 60% definem risco funcional pulmonar permitido, liberando o paciente ao procedimento de ressecção pulmonar.
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