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Q507817 Medicina
Durante a realização do exame ecocardiográfico, na análise do fluxo transmitral através do Doppler, verifica-se uma onda E de grande amplitude, com pico de velocidade elevada e redução do tempo de desaceleração, associado à onda A diminuída. Estas anormalidades diastólicas apresentaram reversão quando foi executada a manobra de Valsalva. Nes te tipo de caso, pode-se classificar o grau de disfunção diastólica como
Alternativas

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A questão apresentada aborda a disfunção diastólica, que é a capacidade reduzida do coração de relaxar e preencher adequadamente durante a diástole. No exame ecocardiográfico com Doppler, a análise do fluxo transmitral permite avaliar essa disfunção diastólica.

Na descrição fornecida, observa-se uma onda E de grande amplitude e velocidade elevada, associada a uma onda A diminuída, além de uma redução do tempo de desaceleração. Esses achados são típicos de uma disfunção diastólica de grau III (padrão de enchimento restritivo), o que é confirmado pela reversão durante a manobra de Valsalva.

Justificativa para a alternativa correta (A - grau III):

A disfunção diastólica grau III é caracterizada por um padrão restritivo, onde o fluxo transmitral mostra a onda E predominante e a onda A reduzida, indicativo de pressões elevadas no átrio esquerdo. A reversibilidade desse padrão com a manobra de Valsalva sugere que a disfunção é pseudo-restritiva, confirmando o grau III.

Análise das alternativas incorretas:

B - grau I: Este grau representa o padrão de relaxamento anormal, com uma relação E/A invertida (E menor que A), o que não se alinha com os achados de uma onda E alta e A reduzida.

C - grau IV: O padrão grau IV refere-se a um padrão restritivo irreversível, onde a manobra de Valsalva não altera significativamente o padrão do fluxo transmitral. Isso não se aplica à descrição do caso.

D - grau II: Conhecido como padrão de pseudonormalização, onde a relação E/A parece normal pela compensação das pressões de enchimento elevadas. No entanto, a descrição não corresponde a esse padrão, pois há uma onda E significativamente maior que a A.

Para interpretar corretamente questões como esta, é essencial compreender os padrões de fluxo transmitral e suas implicações clínicas. A prática constante de correlacionar achados ecocardiográficos com alterações clínicas pode ajudar a consolidar esse conhecimento.

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