Paciente de 58 anos vítima de colisão frontal de auto de for...

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Q3221600 Medicina
Paciente de 58 anos vítima de colisão frontal de auto de forte intensidade, com trauma contra o volante, mesmo com o cinto de segurança. Refere algia na região anterior do tórax. Tomografia de tórax não evidencia nenhuma lesão. Qual a conduta mais adequada frente ao caso?
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O tema central desta questão é o manejo de um paciente com trauma torácico após um acidente automobilístico. Este tipo de situação requer uma avaliação cuidadosa para identificar lesões que podem não ser imediatamente evidentes, mas que podem causar complicações graves, como lesões cardíacas.

A alternativa E - Internamento, monitorização cardíaca, analgesia e enzimas cardíacas é a correta. Apesar da tomografia de tórax não mostrar lesões, o paciente sofreu um trauma significativo contra o volante, o que pode ter causado uma contusão miocárdica. Este tipo de lesão pode não ser visível em exames de imagem, mas pode ser detectada por alterações em enzimas cardíacas e monitorização do ritmo cardíaco. A internação permite observação contínua e intervenção rápida se necessário.

Vamos analisar as alternativas incorretas:

A - Alta hospitalar com analgésico e anti-inflamatório. Esta opção é inadequada porque ignora o potencial de lesões cardíacas subjacentes que podem não ser imediatamente sintomáticas, mas que podem evoluir para condições mais sérias.

B - Eletrocardiograma. Caso o resultado do mesmo seja normal, alta. Embora o eletrocardiograma (ECG) seja útil, ele pode não capturar todas as anormalidades, especialmente se houver lesões miocárdicas subclínicas. Um resultado normal no ECG não exclui a possibilidade de contusão miocárdica.

C - Punção pericárdica. Esta alternativa não é apropriada, pois a punção pericárdica é utilizada para tratar tamponamento cardíaco, que não é indicado no caso apresentado, especialmente sem evidência de derrame pericárdico.

D - Cintilografia miocárdica. Este exame não é indicado como primeira linha para traumas agudos, sendo mais utilizado em investigação de isquemia ou viabilidade miocárdica em outros contextos.

Em situações de trauma torácico, diretrizes médicas, como as do Advanced Trauma Life Support (ATLS), recomendam a monitorização contínua e avaliação de enzimas cardíacas para detectar lesões que podem não ser visíveis imediatamente. A observação hospitalar é crucial para intervir rapidamente em caso de complicações.

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