Leia o trecho abaixo : Ocorre quando um agente tóxico tem s...
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Tema central: interações entre agentes químicos em toxicologia. A questão aborda como dois agentes podem modificar o efeito tóxico final quando administrados juntos.
Alternativa correta: A – Potenciação
Potenciação ocorre quando um agente sem efeito tóxico relevante por si só aumenta o efeito de um agente tóxico administrado simultaneamente. Em termos didáticos: 0 + A → efeito > A. Exemplos clássicos na toxicologia: isopropanol potencializando a hepatotoxicidade do tetracloreto de carbono (CCl₄); piperonil butóxido (pouco tóxico isoladamente) potencializando piretróides ao inibir seu metabolismo. Esse conceito é enfatizado em referências como Goldfrank’s Toxicologic Emergencies e Casarett & Doull’s Toxicology, além de revisões do UpToDate sobre toxicodinâmica.
Por que é a resposta certa? A pista-chave do enunciado é a expressão “agente não tóxico”. Isso afasta adição e sinergismo (ambos pressupõem agentes com efeito próprio) e aponta diretamente para potenciação.
Análise das alternativas incorretas
- B – Adição: O efeito combinado é aproximadamente a soma dos efeitos individuais: A + B = A + B. Ex.: depressão do SNC ao combinar dois anti-histamínicos sedativos; ou somatória de risco GI/renal ao usar dois AINEs. Não requer “agente não tóxico”.
- C – Sinergismo: O efeito combinado é maior do que a soma dos efeitos: A + B > A + B. Ex.: álcool + benzodiazepínico com depressão respiratória desproporcional. Aqui, ambos os agentes têm efeito próprio, o que difere da potenciação.
- D – Nenhuma das alternativas: Inadequada, pois a definição fornecida corresponde exatamente a potenciação.
Estratégia para provas:
- Identifique palavras-sinal: “não tóxico” → Potenciação; “soma dos efeitos” → Adição; “maior que a soma” → Sinergismo.
- Se ambos os agentes têm efeito semelhante e mensurável, pense em adição ou sinergismo. Se um deles é inócuo isoladamente mas amplifica o outro, é potenciação.
Aplicação clínica: reconhecer esses conceitos ajuda a prever gravidade em exposições múltiplas e orientar condutas (ex.: evitar coexposições que aumentem toxicidade por mecanismos metabólicos). Diretrizes e revisões toxicológicas (OMS/WHO Poisoning Guidelines, UpToDate) reforçam a importância de caracterizar a interação para estratificar risco e decidir monitorização e suporte.
Gabarito: A – Potenciação
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