Durante uma sessão de terapia, Murilo, um senhor de 67 anos...

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3291606 Psicologia
Durante uma sessão de terapia, Murilo, um senhor de 67 anos, casado, com filhos, revela ao psicólogo que esconde sua orientação sexual de sua família desde a juventude e que gostaria de revelá-la aos familiares, mas teme a rejeição. Com base nas Resoluções CFP no 001/1999 e no 008/2020, o psicólogo deve
Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa Correta: D

Tema Central: A questão aborda o papel do psicólogo judicial ao lidar com questões relacionadas à orientação sexual, focando na ética profissional conforme as Resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP) nº 001/1999 e nº 008/2020. Estas resoluções discorrem sobre a atuação ética do psicólogo no contexto das orientações sexuais, enfatizando a importância do acolhimento e respeito à diversidade.

Resumo Teórico: A Resolução CFP nº 001/1999 estabelece que a orientação sexual não deve ser vista como uma doença e, portanto, não deve ser alvo de qualquer tipo de terapia reparativa. A Resolução CFP nº 008/2020 reforça o compromisso do psicólogo com os direitos humanos, promovendo a aceitação e o respeito pelas diferentes orientações sexuais.

Justificativa da Alternativa Correta: A alternativa D é a correta, pois propõe que o psicólogo ofereça um espaço de acolhimento e escuta, respeitando o tempo e as decisões de Murilo. Isso está em conformidade com as diretrizes das resoluções, que orientam os profissionais a respeitarem a diversidade sexual e a não imporem julgamentos ou soluções que não estejam em consonância com o desejo do cliente.

Análise das Alternativas Incorretas:

A: Orientar Murilo a revelar sua orientação sexual à família pode ser uma violação da autonomia do cliente. O psicólogo deve respeitar o tempo e a decisão de Murilo, sem impor uma ação específica.

B: Voluntariar-se para informar a família é antiético, pois quebra o sigilo profissional e não respeita a autonomia de Murilo.

C: Sugerir uma terapia de reorientação sexual é contrário à Resolução CFP nº 001/1999, que proíbe práticas que buscam modificar a orientação sexual das pessoas.

E: Explorar a possibilidade de uma relação paralela é inadequado e foge do papel do psicólogo, que é oferecer apoio e não sugerir condutas que possam complicar ainda mais a situação do cliente.

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