Um psicólogo fará a perícia de uma criança de 8 anos de ida...
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Vamos analisar a questão proposta, cujo tema central envolve a comunicação eficaz do psicólogo judicial com uma criança durante uma perícia em um contexto de disputa de guarda. Essa é uma situação delicada onde a compreensão das necessidades emocionais e cognitivas da criança é crucial.
A base teórica para responder a esta questão inclui o entendimento das técnicas de entrevista e avaliação psicológica em contextos jurídicos, especialmente no que diz respeito a crianças. As Diretrizes de Psicologia Forense e os princípios éticos da profissão orientam a prática profissional para priorizar o bem-estar e os direitos da criança.
Vamos agora justificar a alternativa correta:
Alternativa C: deixar claro o objetivo da conversa para a criança, indicando o que se espera dela no contexto em que ela se encontra. Esta é a alternativa correta. Segundo Delfos (2001), é fundamental que a criança entenda o propósito do encontro para reduzir a ansiedade e criar um ambiente de confiança. A clareza na comunicação ajuda a criança a se sentir mais segura e compreendida, o que é essencial em um contexto de avaliação pericial.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A: afirmar um suposto objetivo lúdico pode ser enganoso. Crianças são sensíveis a percepções de verdade e confiança; portanto, a honestidade sobre o propósito da consulta é essencial.
Alternativa B: manter-se em um nível superior ao da criança estabelece um clima de autoridade e pode intimidar a criança, prejudicando a comunicação genuína e a coleta de informações precisas.
Alternativa D: focar exclusivamente no verbal pode limitar a expressão da criança, que muitas vezes se comunica por meio de brincadeiras ou desenhos. Interpretações subjetivas são parte da prática psicológica e devem ser manejadas com habilidade, não evitadas.
Alternativa E: insistir para que a criança responda a tudo pode pressioná-la e violar o princípio de que deve se sentir segura para expressar-se ou não, conforme seu conforto, respeitando seu ritmo e espaço pessoal.
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Gabarito: C
De acordo com as orientações de Delfos (2001), é essencial que o psicólogo seja honesto, transparente e respeitoso com a criança, inclusive explicando o motivo do encontro de forma compreensível para sua idade. Isso ajuda a reduzir a ansiedade, promove a confiança e favorece a comunicação autêntica.
As demais alternativas contêm erros:
- A: Usar um pretexto lúdico pode enganar ou confundir a criança, o que compromete a relação de confiança.
- B: Colocar-se como autoridade superior pode intimidar a criança e dificultar o vínculo.
- D: A interação com crianças muitas vezes requer recursos lúdicos e não verbais, pois elas se expressam também por meio do brincar e do desenho.
- E: Obrigar a criança a responder, mesmo que não queira, pode ser invasivo e desrespeitoso ao seu ritmo e segurança emocional.
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