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Q3291576 Psicologia
Um psicólogo fará a perícia de uma criança de 8 anos de idade, envolvida em uma disputa de guarda particularmente beligerante. Para estabelecer uma boa comunicação com a criança, seguindo as recomendações de Delfos (2001, mencionado em Rossetti, Serrano e Almeida, 2011), o psicólogo deverá
Alternativas

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Vamos analisar a questão proposta, cujo tema central envolve a comunicação eficaz do psicólogo judicial com uma criança durante uma perícia em um contexto de disputa de guarda. Essa é uma situação delicada onde a compreensão das necessidades emocionais e cognitivas da criança é crucial.

A base teórica para responder a esta questão inclui o entendimento das técnicas de entrevista e avaliação psicológica em contextos jurídicos, especialmente no que diz respeito a crianças. As Diretrizes de Psicologia Forense e os princípios éticos da profissão orientam a prática profissional para priorizar o bem-estar e os direitos da criança.

Vamos agora justificar a alternativa correta:

Alternativa C: deixar claro o objetivo da conversa para a criança, indicando o que se espera dela no contexto em que ela se encontra. Esta é a alternativa correta. Segundo Delfos (2001), é fundamental que a criança entenda o propósito do encontro para reduzir a ansiedade e criar um ambiente de confiança. A clareza na comunicação ajuda a criança a se sentir mais segura e compreendida, o que é essencial em um contexto de avaliação pericial.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa A: afirmar um suposto objetivo lúdico pode ser enganoso. Crianças são sensíveis a percepções de verdade e confiança; portanto, a honestidade sobre o propósito da consulta é essencial.

Alternativa B: manter-se em um nível superior ao da criança estabelece um clima de autoridade e pode intimidar a criança, prejudicando a comunicação genuína e a coleta de informações precisas.

Alternativa D: focar exclusivamente no verbal pode limitar a expressão da criança, que muitas vezes se comunica por meio de brincadeiras ou desenhos. Interpretações subjetivas são parte da prática psicológica e devem ser manejadas com habilidade, não evitadas.

Alternativa E: insistir para que a criança responda a tudo pode pressioná-la e violar o princípio de que deve se sentir segura para expressar-se ou não, conforme seu conforto, respeitando seu ritmo e espaço pessoal.

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Gabarito: C

De acordo com as orientações de Delfos (2001), é essencial que o psicólogo seja honesto, transparente e respeitoso com a criança, inclusive explicando o motivo do encontro de forma compreensível para sua idade. Isso ajuda a reduzir a ansiedade, promove a confiança e favorece a comunicação autêntica.

As demais alternativas contêm erros:

  • A: Usar um pretexto lúdico pode enganar ou confundir a criança, o que compromete a relação de confiança.
  • B: Colocar-se como autoridade superior pode intimidar a criança e dificultar o vínculo.
  • D: A interação com crianças muitas vezes requer recursos lúdicos e não verbais, pois elas se expressam também por meio do brincar e do desenho.
  • E: Obrigar a criança a responder, mesmo que não queira, pode ser invasivo e desrespeitoso ao seu ritmo e segurança emocional.

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