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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3291563 Psicologia
Com base no capítulo “Avaliação de suspeita de violência sexual”, de Pelisoli e Rovinski, incluído na obra Avaliação psicológica no contexto forense (2020, Hutz et al.), assinale a alternativa que reflete a abordagem defendida pelas autoras para lidar com esses casos.
Alternativas

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Alternativa correta: D

1. Tema central da questão

A questão aborda a avaliação psicológica em casos de suspeita de violência sexual, especialmente quando envolve crianças. Esse tema é fundamental na Psicologia Jurídica, exigindo cuidado técnico, respeito à vítima e uso criterioso de métodos avaliativos. O psicólogo forense precisa agir com ética, conhecimento científico e responsabilidade social.

2. Resumo teórico

Segundo Pelisoli e Rovinski (2020), citado na obra de Hutz et al., não existem instrumentos padronizados exclusivos para avaliação de suspeita de violência sexual. Por isso, recomenda-se um procedimento multidimensional, utilizando métodos complementares: entrevistas estruturadas, observação, análise documental e, quando indicado, testes psicológicos. O objetivo é aumentar a confiabilidade do parecer, evitando conclusões precipitadas e respeitando o princípio do contraditório (CFP, Resolução 008/2010).

3. Justificativa da alternativa correta (D)

A alternativa D está correta porque reconhece que não existe um único instrumento padronizado para esses casos, mas defende o uso de métodos complementares para fortalecer a análise. Isso está alinhado com as melhores práticas científicas e éticas, valorizando a multiplicidade de técnicas para fundamentar o parecer do psicólogo forense.

4. Análise das alternativas incorretas

A - Desconsiderar as entrevistas é um erro, pois o relato da criança, embora deva ser cuidadosamente avaliado, é uma das principais fontes de informação.

B - Nenhum teste psicológico é suficiente ou totalmente imune à manipulação, especialmente em contexto forense. Os testes são complementares e não conclusivos isoladamente.

C - Priorizar apenas o relato da criança e evitar outras técnicas limita a avaliação e pode prejudicar a busca pela verdade. O processo exige uma abordagem abrangente.

E - Bonecos sexualizados não devem ser utilizados como ferramenta principal, pois há risco de falsos positivos e ausência de padronização científica reconhecida.

5. Estratégias para interpretação

Observe expressões como "suficiente", "apenas", "principal", "descartar" — termos absolutos geralmente indicam respostas incorretas. Busque a alternativa que reflita o equilíbrio entre métodos, respeito à ciência e à ética profissional.

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Gabarito: D

Pelisoli e Rovinski (2020), no capítulo sobre avaliação de suspeita de violência sexual, defendem uma abordagem multidimensional e cuidadosa, considerando que não há instrumentos psicológicos únicos e padronizados capazes de confirmar ou descartar, de forma definitiva, uma situação de violência sexual.

Por isso, recomendam:

  • O uso de múltiplas fontes de informação (relato da criança, entrevistas com responsáveis, dados do histórico, observações comportamentais etc.);
  • A utilização de diferentes métodos e técnicas, que se complementem e permitam uma análise contextualizada;
  • A adoção de critérios técnicos rigorosos para evitar interpretações precipitadas ou viesadas.

As demais alternativas são incorretas porque:

  • A: Desconsidera de forma indevida o valor do relato da criança.
  • B: Superestima os testes psicológicos, que por si só não são suficientes para essa avaliação.
  • C: Exclui o suposto agressor da análise, o que compromete a imparcialidade e amplitude da perícia.
  • E: O uso de bonecos não é recomendado como técnica principal, pois pode induzir respostas e não tem validade diagnóstica confirmada.

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