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Q3222805 Direito Digital
O fenômeno global dos serviços de streaming de vídeo, como Netflix, Amazon Prime e Disney+, tem impulsionado a criação de regulamentações específicas em diversos países, conhecidas como “Leis Netflix”. Essas legislações buscam responder aos desafios e oportunidades trazidos por essas novas formas de distribuição de conteúdo audiovisual. Em muitos contextos, as “Leis Netflix” concentram-se na proteção e no fomento da indústria audiovisual local. Medidas comuns incluem a imposição de cotas de conteúdo nacional, exigências de destaque para produções locais no catálogo e criação de mecanismos de financiamento para a produção nacional. A Coreia do Sul, reconhecida por sua crescente influência no entretenimento global, implementou em 2020 uma regulamentação que aborda um aspecto distinto dos impactos dos serviços de streaming no mercado nacional.
Considerando este contexto, qual aspecto específico a legislação sul-coreana de 2020 buscou primordialmente regulamentar?
Alternativas

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Comentário da Questão:

O enunciado aborda a regulação de serviços de streaming – fenômeno global, cujo destaque recente é a chamada “Lei Netflix”. Em particular, questiona o aspecto central da legislação sul-coreana de 2020 no tratamento dos impactos no mercado nacional.

1. Legislação aplicada: Trata-se da Lei sul-coreana de 2020 sobre serviços de streaming, que determina:

Art. 1º: "Provedores de conteúdo com pelo menos 1 milhão de usuários ou 1% do tráfego total devem pagar uma taxa pelo uso da rede."

Essa exigência visa equilibrar os custos de infraestrutura causados pelo grande volume gerado por esses serviços.

2. Temática da questão: Enquanto outras legislações focam em cotas de conteúdo nacional e fomento cultural, a Coreia do Sul preocupou-se prioritariamente com a sustentabilidade das redes e compensação aos operadores pela sobrecarga.

3. Exemplo prático: Imagine a Netflix ultrapassando a marca de 1 milhão de usuários na Coreia do Sul. Pela lei, deverá remunerar as operadoras pelo uso intenso do tráfego da internet, contribuindo para a manutenção e ampliação da infraestrutura digital do país.

4. Alternativa correta:

E) A exigência de que provedores de conteúdo com pelo menos 1 milhão de usuários ou 1% do tráfego total paguem uma taxa pelo uso da rede.
Correta conforme o texto legal. O critério é quantitativo e está alinhado com a preocupação da legislação, não remetendo à proteção cultural, mas à economia digital.

5. Análise das alternativas incorretas:

  • A: Não há obrigatoriedade de exclusividade contratual ou parâmetros de remuneração trabalhista para equipes locais.
  • B: Proibir todo conteúdo estrangeiro seria medida extrema e inexistente no texto da lei.
  • C: A lei não trata de filial física nem de contratação local obrigatória.
  • D: A classificação etária específica, embora possível em outros contextos, não foi a inovação trazida pela legislação de 2020.

Destaque: Evite "impressões" e foque nos comandos objetivos do texto das normas. Termos como “exclusivo”, “total”, e "obrigatoriedade" servem como pegadinhas, pois geralmente não estão previstos desta forma taxativa em leis.

Referência doutrinária: Yong-Sik Lee destacou que a preocupação sul-coreana relaciona-se primariamente a custos de rede (Regulation of Over-the-Top (OTT) Services in South Korea).

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